Bebê chora e expõe feminicídio de médica; marido é indiciado

Investigação da Polícia Civil do Paraná detalha inquérito sobre assassinato em Maringá e aponta abandono de incapaz

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Redação
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Investigação da Polícia Civil do Paraná foi concluída e enviada ao Ministério Público.Ana Dantas
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O choro persistente de um bebê de oito meses levou vizinhos a acionarem a polícia e revelou o feminicídio da médica Gassi Mazia, de 37 anos, em Maringá. O inquérito policial foi concluído nesta etapa com o indiciamento formal do marido da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos.

Além do crime de feminicídio, o homem foi indiciado por abandono de incapaz, já que a criança permaneceu sozinha no apartamento junto ao corpo da mãe. O documento foi enviado ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia criminal.

Polícia conclui investigação criminal

O documento policial foi integralmente remetido ao Ministério Público do Paraná, órgão que já acompanhava o andamento do caso desde os primeiros levantamentos. A expectativa institucional é de que a denúncia formal seja apresentada em breve, acompanhada de um pedido para a manutenção da prisão preventiva do investigado.

Conforme os dados reunidos pela investigação, o casal mantinha um histórico de relacionamento conturbado e havia reatado o vínculo recentemente. A dinâmica apontada pelos investigadores indica que o crime ocorreu após uma discussão durante a noite, momento em que o suspeito teria atacado a vítima.

A perícia técnica realizada no local confirmou a extrema violência do ataque. O laudo oficial apontou que Gassi Mazia sofreu 14 golpes de arma branca além de marcas de esganadura, sendo a causa determinante do óbito uma hemorragia aguda decorrente das múltiplas lesões perfurocortantes.

Policiais prendem suspeito fugitivo

Imediatamente após o crime, o suspeito fugiu do apartamento em Maringá e foi localizado pela Polícia Militar no município de Mandaguari, situado a cerca de 32 quilômetros de distância. Ele foi encontrado na residência da própria mãe e recebeu voz de prisão em flagrante.

A causa da morte foi uma hemorragia aguda provocada pelas múltiplas feridas perfurocortantes.”

Laudo Pericial

Durante a abordagem, os policiais constataram que o homem também apresentava ferimentos provocados por arma branca. Por essa razão, ele foi internado sob escolta policial em uma unidade hospitalar da região, onde permaneceu sob vigilância rigorosa enquanto se recuperava dos cortes.

Após receber alta médica, o investigado passou a responder integralmente perante a Justiça pelos crimes imputados. A defesa técnica do suspeito foi procurada por equipes de reportagem para comentar o indiciamento, mas não houve retorno até o encerramento da fase de apuração policial.

Peritos detalham violência brutal

O assassinato aconteceu no dia 5 de setembro, no interior de um apartamento localizado na área urbana de Maringá. O bebê do casal estava presente no imóvel no exato momento da agressão fatal, que vitimou a médica ainda no local dos fatos, sem chances de socorro médico imediato.

A investigação apurou ainda que, após cometer o feminicídio, o homem teria confessado o ato violento a um familiar antes de iniciar a fuga em direção à cidade vizinha. Esse depoimento e outras evidências colhidas fundamentaram a conclusão do inquérito pela corporação estadual.

Casos de violência doméstica com resultado morte seguem diretrizes rigorosas de apuração no estado, priorizando a celeridade na remessa de provas ao Poder Judiciário. O Ministério Público agora analisa o material para oficializar a acusação criminal perante o Tribunal de Justiça.

Promotores preparam denúncia judicial

Com o encaminhamento do inquérito, o processo entra na fase de oferecimento da denúncia criminal pelo promotor responsável. A manutenção da prisão preventiva é apontada como prioridade pelo órgão ministerial para garantir a ordem pública e a instrução criminal durante as próximas etapas do processo penal.

O trâmite judicial prevê que a defesa apresente os argumentos iniciais após o recebimento da denúncia pelo juiz competente. O julgamento definitivo ocorrerá posteriormente, cabendo ao Tribunal do Júri analisar a materialidade e a autoria dos crimes atribuídos ao investigado.

A assistência à família da vítima acompanha os desdobramentos legais por meio de representantes jurídicos. A rede de proteção à infância também assumiu os cuidados com o bebê de oito meses que presenciou o episódio de violência extrema.

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