Helder Barbalho lidera disputa ao Senado no Pará; veja números

Pesquisa AtlasIntel aponta ex-governador na frente com 24,9% dos votos e mostra empate técnico na briga pela segunda vaga no estado.

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Redação
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Eleitores paraenses vão às urnas em 2026 para renovar as duas cadeiras do estado no Senado Federal.Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel aponta que o candidato Helder Barbalho (MDB) lidera a corrida para o Senado Federal pelo Pará, registrando 24,9% das intenções de voto. O levantamento consolida a primeira posição do ex-governador na disputa paraense, enquanto a segunda cadeira em jogo no estado permanece em aberto e sob forte disputa entre os concorrentes.

A corrida eleitoral estadual para 2026 envolve a renovação de duas vagas na Câmara Alta, permitindo que cada eleitor escolha dois nomes diferentes na urna eletrônica. Esse formato amplia a complexidade das alianças regionais e a distribuição dos votos ao longo da campanha no território paraense.

Éder Mauro lidera segundo pelotão

O segundo pelotão da corrida eleitoral reúne Delegado Éder Mauro (PL), que aparece com 18,1% das intenções de voto, Zequinha Marinho (Podemos), com 15,1%, e Chicão (União Brasil), que soma 13,2%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os três concorrentes estão tecnicamente empatados na disputa pela preferência do eleitorado.

Logo após o grupo de empate técnico, Celso Sabino (PDT) registra 11,6% das intenções de voto na sondagem estadual realizada pelo instituto. Os demais concorrentes pontuam abaixo dos dois pontos percentuais, caso de Gizelle Freitas (PSOL), com 1,7%, além de Conti (PSOL) e Lívia Noronha (Solidariedade), que aparecem com 1,1% cada.

O levantamento da AtlasIntel também mapeou o comportamento dos eleitores paraenses em relação aos votos nulos, em branco e aos indecisos no estado. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar somam 7,8%, enquanto aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto representam 4,3% do total da amostra ouvida.

Metodologia detalha escopo estadual

A coleta de dados foi realizada pela AtlasIntel com a audição de 1.202 eleitores em diversos municípios do estado do Pará. As entrevistas ocorreram entre os dias 5 e 9 de setembro de 2026, com financiamento realizado integralmente com recursos próprios do instituto de pesquisa independente.

A pesquisa possui margem de erro estimada em três pontos percentuais para mais ou para menos, calculada com um intervalo de confiança estatística de 95%. O registro oficial do levantamento está formalizado junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo PA-09626/2026.

O mesmo instituto também avaliou os cenários de intenção de voto para o governo estadual no Pará durante o mesmo período de campo. As simulações cobriram tanto o primeiro quanto o eventual segundo turno entre os principais nomes cotados para a sucessão administrativa.

Cenário político amplia incertezas

A configuração atual da disputa ao Senado no Pará demonstra a fragmentação de apoios partidários e a relevância das bases eleitorais no interior do estado. Analistas políticos apontam que a definição das coligações partidárias será determinante para consolidar os nomes que hoje aparecem em situação de empate técnico no segundo pelotão.

A proximidade das eleições exige dos candidatos estratégias voltadas para a conquista do eleitorado ainda indeciso, que representa quase oito por cento do total registrado na pesquisa. Esse contingente pode alterar significativamente a ordem das colocações nas próximas semanas de campanha oficial.

Os partidos intensificam a articulação de palanques e a busca por apoios de lideranças locais para ampliar o alcance das candidaturas ao parlamento federal. A disputa pelas duas vagas continua sendo um dos principais focos da atenção política no estado para o pleito de 2026.

Eleitores definem duas escolhas

O sistema eleitoral brasileiro para o Senado permite que cada cidadão vote em dois nomes diferentes na urna eletrônica, o que favorece a formação de votos cruzados entre diferentes coligações. Essa dinâmica eleitoral costuma gerar surpresas na apuração final, especialmente em estados com grande extensão territorial como o Pará.

As campanhas devem focar na consolidação da primeira preferência e na captura de votos na segunda opção do eleitor para garantir competitividade na reta final da disputa. O comportamento do eleitorado nos próximos levantamentos indicará se a liderança atual se manterá estável até o dia da votação oficial.

O acompanhamento contínuo das intenções de voto permite observar as oscilações decorrentes de debates, aparições públicas e inserções partidárias no rádio e na televisão. A Justiça Eleitoral fiscaliza o cumprimento das normas e a veracidade das informações divulgadas pelas pesquisas registradas.

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