O soldado do Corpo de Bombeiros Pedro Ernesto dos Anjos Rodrigues, de 24 anos, e o namorado dele, o estudante de medicina Pedro Henrique Araújo, de 26 anos, foram mortos a tiros após serem sequestrados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O caso é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com apurações iniciais, o casal percebeu que era seguido por criminosos ao voltar da casa da mãe do bombeiro. Eles tentaram despistar os perseguidores circulando pelo bairro São Bento, mas o carro foi interceptado e os dois foram levados para uma área de vegetação densa.
Câmeras registram abordagem criminosa
Imagens recolhidas por câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram parte da ação violenta. O veículo utilizado pelos suspeitos emparelhou com o carro das vítimas e o fechou na pista, forçando a parada imediata e rendendo os dois rapazes sob ameaça.
Nas gravações analisadas pelos investigadores, o automóvel permanece imobilizado por alguns instantes na via. Em seguida, as sequências indicam que pelo menos uma das vítimas foi retirada à força do próprio carro e transferida para o veículo dos criminosos, que fugiram em direção a uma zona de mata.
As circunstâncias exatas da abordagem e o trajeto percorrido pelo bando após a rendição formam o eixo principal das diligências em andamento. Peritos recolheram vestígios materiais no local onde o casal foi interceptado para tentar individualizar os suspeitos.
Corpos encontrados em mata
Os corpos do bombeiro e do estudante de medicina foram localizados horas depois em uma área de vegetação densa próxima às comunidades do Sossego e do Cacareco. Policiais militares que atenderam à ocorrência relataram a existência de diversas cápsulas deflagradas espalhadas pelo chão ao redor das vítimas.
Após o trabalho inicial da perícia técnica no terreno, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal de Nova Iguaçu para a realização de exames de necropsia. A apuração tenta determinar se houve luta corporal ou execução sumária no interior da mata.
Equipes da Delegacia de Homicídios buscam testemunhas e novas imagens que possam revelar a rota de fuga dos criminosos. Até o momento, a motivação exata do ataque permanece sem confirmação oficial, não se descartando nenhuma hipótese investigativa.
Perícia localiza arma intacta
Durante a minuciosa vistoria realizada no veículo utilizado pelo casal, os peritos criminais localizaram uma pistola que pertencia ao soldado Pedro Ernesto. O armamento estava escondido embaixo de um dos bancos do carro e continha 15 munições intactas.
O fato de a arma do militar não ter sido levada pelos criminosos reforça as dúvidas sobre a dinâmica inicial da abordagem. Os investigadores analisam se os suspeitos sabiam que o condutor era integrante do Corpo de Bombeiros ou se o foco principal era o sequestro relâmpago por outros motivos.
A arma foi apreendida para confronto balístico e passará por exames de DNA e impressões digitais. O objetivo é apurar se houve algum disparo desferido durante a interceptação ou se os criminosos agiram rapidamente para neutralizar qualquer reação.
Corporação lamenta a perda
Lotado no Departamento Geral de Pessoal do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, o soldado Pedro Ernesto teve a morte lamentada oficialmente pela corporação. Em nota pública, a instituição destacou a dedicação do militar ao serviço e expressou solidariedade aos enlutados.
O velório e o sepultamento do bombeiro foram marcados para a tarde desta sexta-feira no Crematório e Cemitério Vertical Memorial do Rio, localizado em Cordovil, na zona Norte da capital fluminense. Já o corpo do estudante Pedro Henrique deverá ser transladado para o Espírito Santo, estado onde ele nasceu e onde vivem seus familiares.
A instituição se solidariza com os familiares e amigos do militar, bem como com os familiares de seu companheiro.
Amigos e parentes prestaram homenagens nas redes sociais e cobraram rigor na identificação e captura dos envolvidos. A Delegacia de Homicídios continua com diligências sigilosas para esclarecer todos os pontos da ocorrência.


