O alerta estava relacionado à instabilidade no sistema de GPS que atingiu aeronaves Embraer E2 da Azul. A tripulação interrompeu a decolagem no Aeroporto de Brasília, em uma decisão preventiva tomada durante o mesmo problema que provocou cancelamentos e atrasos na malha.
A Azul informou que tratou o problema como questão de segurança operacional e interrompeu ou ajustou voos sempre que os sistemas não apresentavam as condições previstas para a operação. A Embraer acompanhou o episódio junto aos operadores e ao fabricante do equipamento de navegação.
Decolagem é interrompida em Brasília
No caso registrado na capital federal, a aeronave não prosseguiu com a decolagem depois da identificação da anormalidade ligada ao GPS. A interrupção ocorreu ainda no procedimento de saída, antes de o voo seguir viagem.
Uma decolagem abortada é uma medida prevista na operação aérea quando a tripulação identifica uma condição que exige interromper a corrida ou o procedimento antes da saída segura. A decisão pode ocorrer por diferentes razões e, por si só, não significa que tenha havido acidente.
Não foram divulgadas informações de feridos relacionadas a essa ocorrência. Os passageiros afetados pela alteração ficaram sujeitos aos procedimentos de assistência, reacomodação ou reembolso previstos para casos de cancelamento e atraso.
A instabilidade em Brasília não foi isolada. No mesmo dia, outros aeroportos registraram mudanças em voos da Azul operados com jatos Embraer E195-E2.
Falha afeta frota E2
A Azul afirmou que uma instabilidade global no sistema de GPS afetou a operação de sua frota Embraer E2. Como medida preventiva, a empresa promoveu ajustes na malha e nos horários, além de cancelar parte dos voos programados.
Por precaução, a companhia adotou medidas operacionais que podem provocar cancelamentos, alterações na programação e mudanças nos horários de alguns voos”.
Azul Linhas Aéreas
O balanço divulgado posteriormente pela companhia apontou mais de 80 voos cancelados e cerca de 8 mil clientes afetados em um único dia. Os cancelamentos também provocaram atrasos em conexões e remanejamentos de passageiros.
Em Brasília, a administração do aeroporto confirmou alterações em operações da Azul. Passageiros foram orientados a verificar o status das reservas antes de seguir para o terminal enquanto a companhia reorganizava a programação.
Embraer acompanha a ocorrência
A Embraer informou que foi notificada sobre a instabilidade e passou a acompanhar o caso com as companhias operadoras e o fabricante do equipamento envolvido. A empresa disse fornecer suporte técnico para a resolução do problema.
A fabricante também afirmou que os E2 contam com sistemas e procedimentos de navegação redundantes. Segundo a empresa, a falha registrada não significou perda completa da capacidade de navegação nem comprometeu a segurança das aeronaves, embora tenha levado operadores a adotar restrições por precaução.
A origem exata da instabilidade ainda dependia de análise técnica. Até então, não havia confirmação pública de que o problema estivesse relacionado a interferência externa no sinal, defeito do avião ou outra causa específica.
Passageiros têm direito a assistência
A Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil estabelece direitos para passageiros afetados por atrasos e cancelamentos. A companhia deve oferecer informações sobre a situação do voo e alternativas compatíveis com o caso concreto.
Conforme o tempo de espera, podem ser exigidas facilidades de comunicação, alimentação e, em situações que envolvam pernoite, hospedagem e transporte. Também existem opções de reacomodação ou reembolso quando o voo é cancelado.
A Azul informou que os clientes atingidos pelas alterações decorrentes da instabilidade estavam recebendo a assistência prevista nas regras da Anac. A orientação foi acompanhar os canais oficiais da empresa até a normalização completa da operação dos jatos afetados.


