TRE-DF inicia carga e lacração de mais de 6 mil urnas para o pleito

Procedimento começou nesta quarta-feira e segue até o final do mês, preparando os equipamentos para o pleito de outubro

Da
Redação
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Equipamentos passam por testes e recebem lacres de segurança antes do primeiro turno das eleições.
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O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) iniciou, nesta quarta-feira (23/9), a etapa de carga e lacração de quase 7 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de 2026. O primeiro turno do pleito está agendado para o dia 4 de outubro, mobilizando equipes técnicas e órgãos de fiscalização em todo o território distrital.

Nesta primeira fase dos trabalhos, um total de 1.192 equipamentos vinculados à quarta, décima terceira e décima sétima zonas eleitorais passou pelo procedimento. Desse montante inicial, 1.105 urnas foram destinadas diretamente à votação nas seções, enquanto outras 87 foram separadas para atuarem como unidades de contingência em caso de eventuais falhas técnicas.

Preparo e testes técnicos

A fase de carga e lacração consiste na inserção de dados fundamentais nos sistemas dos equipamentos. São gravadas informações detalhadas sobre partidos, federações, coligações, além do cadastro oficial dos candidatos, eleitores e respectivas seções eleitorais onde os aparelhos funcionarão.

Antes de receberem os lacres físicos definitivos de segurança, os dispositivos passam por rigorosas conferências e testes operacionais. Os técnicos verificam parâmetros essenciais, a exemplo da data, do horário, da zona e da seção correspondente, assegurando que o sistema esteja plenamente íntegro.

Durante essa triagem inicial, os operadores também testam o funcionamento das impressoras acopladas aos equipamentos e avaliam possíveis problemas mecânicos, como atolamentos de papel. Caso qualquer anomalia seja detectada, a urna pode ser imediatamente substituída por um modelo reserva.

Reserva para eventuais substituições

Para garantir a normalidade da votação em outubro, a Justiça Eleitoral mantém uma margem de segurança operacional em toda a região. O Distrito Federal conta com uma reserva técnica equivalente a 8% do total de urnas para cobrir eventuais trocas necessárias durante o dia da eleição.

O cronograma oficial estabelecido pelo tribunal determina que todo o processo de preparação no Distrito Federal ocorra de forma escalonada. As atividades continuam nos próximos dias, abrangendo sequencialmente as demais zonas eleitorais até o encerramento total das tarefas.

O encerramento do calendário de carga está programado para o dia 30 de setembro. Até essa data, todas as unidades que compõem o parque tecnológico eleitoral do DF deverão estar devidamente testadas, lacradas e prontas para o transporte aos locais de votação.

Fiscalização pública das cerimônias

Todas as etapas de preparação e lacração ocorrem no âmbito de cerimônias públicas, garantindo a transparência do processo eleitoral. O acompanhamento é aberto a entidades fiscalizadoras previstas em lei, permitindo a participação de representantes da sociedade.

Entre as instituições autorizadas a fiscalizar os procedimentos estão o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de delegados indicados por partidos políticos, federações e coligações partidárias interessadas no pleito.

A abertura dos trabalhos para fiscalização reforça a segurança institucional do sistema de votação brasileiro. Os observadores podem verificar in loco a lisura e a correção dos procedimentos técnicos adotados pelos servidores da Justiça Eleitoral.

Segurança e tabela de correspondência

Após a conclusão da carga de dados, cada equipamento recebe uma identificação única e exclusiva, conhecida tecnicamente como tabela de correspondência. Esse registro é fundamental para a integridade posterior da votação.

A tabela vincula o equipamento à sua seção de origem, permitindo que, após o encerramento da votação, a Justiça Eleitoral confira se os dados enviados correspondem exatamente à urna previamente cadastrada no sistema central de totalização.

Com essa barreira de segurança, o tribunal assegura que nenhuma informação externa seja injetada no sistema e que os votos computados reflitam fielmente a vontade do eleitorado manifestada nas urnas eletrônicas.

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