Operação Dédalo: PF lacra prédio de 12 andares tomado por iPhones contrabandeados em SP

Edifício comercial de 12 andares no centro de São Paulo era utilizado para armazenamento irregular de mercadorias estrangeiras, segundo a Polícia Federal.

Da
Redação
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Edifício de 12 andares na região da Sé foi alvo da Operação Dédalo da Polícia Federal.
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (23/9) a Operação Dédalo para combater crimes aduaneiros e o armazenamento de mercadorias estrangeiras irregulares. O alvo principal da ação policial foi um edifício comercial de 12 andares localizado na região da Sé, no centro de São Paulo, próximo à Rua Boa Vista.

A investigação teve início após o acionamento da Polícia Militar, que atendeu a uma ocorrência inicial e identificou diversos produtos importados desacompanhados de documentação fiscal no interior do imóvel. Com a confirmação da irregularidade, as autoridades federais e estaduais planejaram a intervenção para mapear o depósito clandestino.

Polícia Federal mira contrabando

Durante a execução dos mandados e diligências, os agentes encontraram centenas de iPhones e uma grande quantidade de camisetas da Seleção Brasileira e ferramentas elétricas. O volume expressivo de mercadorias ocupava os pavimentos do edifício comercial, transformando o espaço em um ponto central de distribuição de produtos ilícitos na capital paulista.

A atuação conjunta envolveu a Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal e efetivos da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Enquanto os policiais militares garantiram a segurança e o isolamento do perímetro, os fiscais e investigadores iniciaram a triagem dos lotes apreendidos.

A corporação informou que as medidas de polícia judiciária buscam a responsabilização pelos crimes de contrabando, descaminho e outras infrações conexas. Todo o material recolhido passará por exames periciais e conferência fiscal detalhada para apurar a origem exata dos itens.

Logística complexa surpreende agentes

A extensão do imóvel exigiu a mobilização de equipes especializadas e o planejamento de uma operação logística de grande porte. Como o prédio possui 12 andares completamente ocupados por mercadorias estrangeiras, a retirada dos produtos demandou horas de trabalho contínuo.

Caminhões e veículos de apoio foram direcionados para o entorno da Sé para transportar o montante apreendido até os depósitos oficiais. A complexidade estrutural do edifício dificultou o acesso rápido aos pavimentos superiores, tornando indispensável a cooperação entre as diferentes forças de segurança.

Especialistas em repressão ao descaminho apontam que depósitos verticais em áreas centrais são frequentemente utilizados por esquemas criminosos para burlar a fiscalização aduaneira. A proximidade com vias de grande circulação comercial facilita a distribuição rápida dos produtos ilegais para o mercado consumidor.

Apoio fiscal intensifica fiscalização

A participação da Receita Federal foi determinante para a catalogação inicial dos produtos e para a verificação dos identificadores regulatórios encontrados nos dispositivos eletrônicos. Auditores fiscais examinaram componentes e embalagens para confirmar a ausência de registros oficiais de importação.

A fiscalização aduaneira atua de forma permanente na região central de São Paulo para coibir a circulação de mercadorias que entram no país sem o pagamento de tributos. A operação reforça o cerne das ações integradas entre órgãos federais e estaduais no combate ao comércio ilegal.

As autoridades continuam as diligências para identificar os responsáveis pela locação do imóvel e pela administração do esquema de armazenamento. Novas etapas da investigação dependem da análise dos documentos e dos equipamentos eletrônicos apreendidos no local.

Investigação segue com diligências

Embora a operação tenha resultado na apreensão de um volume expressivo de cargas, as autoridades ainda apuram o alcance da rede criminosa responsável pelo depósito. A apuração policial busca determinar há quanto tempo o prédio de 12 andares funcionava como base para o armazenamento de produtos contrabandeados.

O material apreendido passará por perícia técnica para verificar a autenticidade dos produtos e cruzar dados com outras investigações em curso sobre crimes aduaneiros na capital. A Receita Federal também avaliará o valor total estimado das mercadorias recolhidas durante a ação.

A Polícia Federal informou que novas informações sobre os desdobramentos da Operação Dédalo serão divulgadas à medida que a análise dos documentos e depoimentos avançar. O combate ao descaminho permanece como prioridade estratégica para enfraquecer as redes logísticas de contrabandistas na região central.

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