Menino de 8 anos aciona a PM após ver mãe ser esfaqueada pelo ex-padrasto em SP

Criança testemunhou a agressão cometida pelo ex-padrasto contra a vítima em São Paulo, acionou o 190 e entregou a faca usada no crime aos policiais.

Da
Redação
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A ocorrência foi atendida por equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar na zona oeste da capital paulista.Divulgação/PMSP
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Um homem de 36 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar após esfaquear a ex-companheira na Lapa, zona oeste de São Paulo. A agressão violenta ocorreu na residência da família e foi presenciada diretamente pelos quatro filhos do casal, sendo o mais velho uma criança de apenas oito anos de idade. Diante da situação de extrema gravidade, o menino demonstrou rapidez e bravura ao utilizar um telefone para acionar o serviço de emergência e pedir socorro imediato para a mãe ferida.

Equipes do 4º Batalhão da PM foram mobilizadas rapidamente para o endereço indicado na chamada telefônica. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher caída ao solo, apresentando ferimentos, e cercada pelas crianças em completo estado de choque. O agressor havia fugido do lugar logo após o ataque, mas o garoto de oito anos conversou com as equipes, entregou o aparelho celular utilizado para fazer a ligação e ainda indicou onde estava a faca utilizada no crime.

Após colher as primeiras informações com a criança no local dos fatos, a Polícia Militar iniciou diligências pela região para localizar o suspeito em fuga. O ex-companheiro da vítima foi encontrado nas proximidades minutos depois do acionamento e da coleta de dados.

Polícia prende suspeito após buscas

De acordo com os relatos oficiais da corporação militar, o homem opôs forte resistência no momento da abordagem, sendo necessário o uso de técnicas de contenção para efetivar a prisão. Com a ação realizada pelos agentes, o suspeito foi detido e conduzido sob escolta até a delegacia especializada da região.

O caso foi formalmente encaminhado para registro e investigação na 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), unidade responsável por apurar os crimes de violência doméstica e tentativas de feminicídio na área. As autoridades agora dão andamento aos trâmites legais para garantir a responsabilização penal do agressor.

O atendimento a ocorrências graves de violência contra a mulher mobiliza constantemente a rede de proteção e as forças de segurança do estado de São Paulo. A tipificação do crime é tratada com rigor pela legislação brasileira através de mecanismos legais que visam coibir e punir agressões no âmbito familiar.

Quando chegamos, já socorremos a mãe, e essa criança veio se apresentar. O menino nos mostrou o celular que usou para ligar para o 190 e a faca usada pelo pai, que foi apreendida.”

Cabo Marcelo Florio

Delegacias registram alta demanda

Levantamentos oficiais obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação apontam que as unidades especializadas registram, em média, um volume expressivo de boletins de ocorrência a cada hora no estado. O fluxo constante de denúncias reflete a procura das vítimas por ajuda e a demanda diária enfrentada pelas autoridades policiais.

Para ilustrar o volume de registros e prisões relacionados a crimes de violência contra a mulher no estado de São Paulo, o panorama estatístico consolidado pelas autoridades aponta os seguintes indicadores:

Confira abaixo os dados consolidados de registros e prisões em delegacias especializadas

O total acumulado de boletins de ocorrência registrados nos períodos indicados demonstra a persistência dos casos de violência doméstica que exigem intervenção policial imediata. As prisões em flagrante efetuadas pelas equipes policiais representam uma parcela significativa das ações repressivas conduzidas pelas unidades especializadas no combate a esses crimes.

Autoridades garantem suporte psicológico

A rede de proteção permanece mobilizada para garantir o suporte necessário às vítimas e aos familiares afetados por episódios de violência extrema. O acompanhamento psicológico e social das crianças que testemunham crimes dessa natureza constitui uma etapa essencial para minimizar os impactos do trauma vivenciado no ambiente doméstico.

As investigações conduzidas pela delegacia especializada seguem em andamento para apurar todas as circunstâncias que envolveram a tentativa de feminicídio na zona oeste da capital. Os depoimentos colhidos e as provas materiais apreendidas serão anexados ao inquérito policial que embasará os próximos passos da Justiça.

Canais oficiais de denúncia continuam disponíveis para que vítimas e testemunhas possam relatar episódios de violência doméstica de forma segura. O acionamento imediato das forças de segurança, como demonstrado pela atitude da criança na Lapa, continua sendo uma ferramenta crucial para salvar vidas e interromper o ciclo de agressões.

Atendimento das Delegacias da Mulher
Indicador Período Total de Registros
Boletins de Ocorrência Ano anterior 183.904
Boletins de Ocorrência Janeiro a Agosto 118.012
Prisões em Flagrante Janeiro a Agosto 17.137
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