Lula e Flávio Bolsonaro lideram rejeição para 2026, aponta Atlas/Bloomberg

Levantamento mostra empate técnico na liderança da resistência do eleitorado para a disputa presidencial.

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Redação
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Pesquisa eleitoral da Atlas/Bloomberg mede o índice de rejeição dos principais nomes cotados para a disputa presidencial em 2026.Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado
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O cenário político para a corrida presidencial de 2026 ganha novos contornos com a divulgação de um levantamento que detalha o índice de resistência dos eleitores em relação aos principais nomes cotados para o Palácio do Planalto. A nova pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta que a disputa eleitoral permanece polarizada, refletindo o embate direto entre os principais blocos políticos do país.

De acordo com os dados coletados na última rodada do levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dividem o topo do ranking de rejeição. Entre os entrevistados, o atual chefe do Executivo atinge 51,6% das menções, enquanto o parlamentar registra 50,6%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, os dois aparecem empatados tecnicamente na liderança negativa.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também teve o nome testado no cenário estimulado e soma 39% de rejeição do eleitorado. Na sequência, Renan Santos (Missão) aparece com 33,5% de recusa, seguido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), que pontua 30,4% de rejeição entre os participantes da consulta nacional.

Outros nomes na disputa

A pesquisa também avaliou o desempenho de outras alternativas apresentadas ao eleitorado para o pleito presidencial. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) marca 23,7% de rejeição entre os entrevistados que participaram do levantamento nacional.

Na ponta inversa da tabela de resistência, o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) desponta como o nome com menor rejeição do público. A pesquisa aponta que apenas 21,4% dos consultados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum nas urnas.

Os índices ajudam a mapear a recepção dos eleitores diante de diferentes perfis políticos que buscam viabilizar candidaturas para a disputa nacional marcada para o final de 2026.

Metodologia do levantamento

Para mapear esse cenário, a pesquisa AtlasIntel entrevistou 5.015 eleitores em todo o território nacional. A coleta das respostas foi realizada entre os dias 17 e 22 de setembro por meio de recrutamento digital aleatório.

O levantamento possui margem de erro estimada em um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A sondagem foi conduzida com recursos próprios do instituto.

A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026, cumprindo as exigências legais para divulgação no período pré-eleitoral.

Polarização e cenário político

A concentração de altas taxas de rejeição nos principais nomes da polarização tradicional evidencia o desafio de ampliação de bases para a disputa presidencial. Tanto o bloco governista quanto a oposição enfrentam barreiras significativas de resistência entre parcelas expressivas do eleitorado.

Com o avanço das discussões partidárias e a definição gradual de alianças, a tendência é que os índices de conhecimento e rejeição voltem a oscilar. Os partidos monitoram os dados para calibrar estratégias de comunicação e definir prioridades de campanha.

A proximidade numérica entre os principais líderes do ranking reforça a competitividade do pleito e a dificuldade de furar o bloqueio dos eleitores que já se mostram decididos a não apoiar determinadas alternativas.

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