O candidato à reeleição e deputado estadual Marcos Vieira (PSDB-SC) classificou como ilegal a apreensão de R$ 500 mil em espécie realizada pela Polícia Federal em Florianópolis. O dinheiro foi encontrado com o parlamentar durante uma diligência nas proximidades de uma agência bancária na capital catarinense.
A abordagem policial ocorreu na última terça-feira e mobilizou equipes da corporação no estado. A movimentação chamou atenção nos bastidores políticos locais durante o período de campanha eleitoral em andamento.
A corporação informou que a quantia havia sido previamente separada pela instituição bancária para a realização do saque. Os agentes interceptaram o montante diretamente em poder do candidato durante a ação nas ruas de Florianópolis.
Defesa aponta irregularidade na abordagem
Em nota oficial enviada à imprensa, o gabinete do deputado estadual sustentou que o Tribunal Regional Eleitoral considerou irregular a atuação da corporação. De acordo com os representantes do parlamentar, a medida foi executada sem prévia investigação formal instaurada.
Os advogados argumentaram ainda que a diligência aconteceu sem ordem judicial, situação de flagrante delito ou apresentação de indícios concretos que justificassem a interceptação dos valores. A defesa busca anular os efeitos da medida tomada pelos agentes federais.
A nota reforça que os procedimentos adotados pela polícia violaram garantias fundamentais do investigado durante o processo eleitoral. O material apreendido segue sob análise enquanto os advogados movimentam medidas jurídicas no âmbito estadual.
Tribunal reconhece origem lícita dos recursos
O gabinete do parlamentar destacou que a Justiça Eleitoral reconheceu a origem formal do montante apreendido nas proximidades do banco. Ficou estabelecido que os recursos financeiros foram sacados diretamente da conta bancária pessoal do próprio deputado.
Além disso, a defesa enfatizou que a movimentação financeira realizada está totalmente compatível com o patrimônio informado nas declarações de Imposto de Renda. Os documentos comprobatórios foram apresentados para atestar a legalidade da quantia em dinheiro.
A comprovação documental busca afastar qualquer suspeita sobre a posse do valor em espécie durante o período de campanha. Os defensores reiteram que todas as normas fiscais foram rigorosamente cumpridas pelo candidato do PSDB.
Polícia Federal investiga origem do dinheiro
Apesar das alegações da defesa, a Polícia Federal informou que a origem e o destino exato dos R$ 500 mil serão apurados em procedimento próprio. A corporação busca esclarecer os motivos que levaram o candidato a transitar com a alta quantia em espécie.
Os investigadores vão analisar se o montante interceptado possui alguma relação direta com possíveis crimes eleitorais cometidos no pleito. O avanço das diligências pretende esgotar todas as hipóteses levantadas pela equipe de investigação.
Todo o material recolhido será submetido a exames e cruzamento de dados financeiros. A atuação da polícia visa dar transparência e rigor aos desdobramentos do caso na capital catarinense.
Justiça Eleitoral analisa pedido de inquérito
O caso concreto será oficialmente encaminhado para apreciação da Justiça Eleitoral nos próximos dias. A Polícia Federal protocolará um pedido formal de autorização para a abertura de inquérito policial com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos.
Com a instauração do inquérito, novas oitivas e diligências poderão ser realizadas sob supervisão do judiciário. O andamento processual definirá os próximos passos da investigação conduzida pelas autoridades federais em Santa Catarina.
O parlamentar permanece acompanhando os desdobramentos jurídicos por meio de sua assessoria legal. O desfecho da solicitação de inquérito indicará o ritmo das investigações eleitorais envolvendo o deputado estadual.


