O Mr. Olympia 2026, principal competição de fisiculturismo do planeta, tem início nesta sexta-feira (25) em Las Vegas, nos Estados Unidos. A delegação brasileira desembarca no evento com a expectativa de ampliar sua galeria de troféus e alcançar a marca histórica de 17 títulos na história do torneio.
Até o momento, o país soma 16 medalhas de ouro na competição. O panorama histórico aponta um domínio feminino expressivo nas conquistas nacionais, com 15 ouros entre as mulheres contra apenas um título masculino conquistado até agora pelos atletas do país.
Na edição passada, o Brasil subiu ao topo do pódio com Eduarda Bezerra na categoria Wellness, Natália Coelho na Women’s Physique e Ramon Dino na Classic Physique. O trio retorna nesta edição como um dos principais focos de atenção dos fãs da modalidade.
Atletas lideram favoritos na disputa
Na categoria Wellness, Eduarda Bezerra e Isa Pereira Nunes aparecem como as grandes apostas do país para manter o domínio. Eduarda foi campeã no ano passado, enquanto Isa venceu em 2024 e terminou com a segunda colocação na temporada de 2025.
Entre os nomes que decidem não participar desta edição está Francielle Matos, que soma três títulos na categoria Wellness. A ausência da tricampeã abre espaço para novas rivalidades e reorganiza o cenário da disputa pelo pódio nesta temporada.
A preparação dos atletas brasileiros foi intensificada nos últimos meses para garantir o melhor desempenho nos palcos internacionais de Las Vegas. A comissão técnica acompanha de perto cada detalhe da rotina dos competidores antes das primeiras chamadas oficiais.
Mulheres defendem hegemonia histórica
Natália Coelho chega para a competição como bicampeã da Women’s Physique e figura entre as principais candidatas ao novo título. Ela enfrentará concorrentes de peso, como Zama Benta, que garantiu a terceira colocação na edição de 2025.
O recorde de maior campeã brasileira no Mr. Olympia pertence à paulista Juliana Malacarne, que faturou quatro títulos consecutivos na categoria Women’s Physique entre os anos de 2014 e 2017. O feito consolidou o nome da atleta no cenário global do esporte.
A lista de campeãs nacionais também inclui nomes marcantes como Nathalia Melo, Angelica Teixeira, Elisa Pecini e Franciele Mattos. A forte presença feminina sustenta a maior parte das conquistas do Brasil na história do torneio.
Ramon Dino busca manter coroa
Pelo lado masculino, Ramon Dino representa a principal esperança de ouro para o país na competição internacional. Atual campeão da categoria Classic Physique, ele tentará defender seu título e assegurar novamente a posição de destaque no pódio.
A categoria masculina historicamente apresenta maior dificuldade para os competidores brasileiros devido ao alto nível dos adversários internacionais. A performance de Ramon Dino é tratada como fundamental para ampliar a representatividade do país entre os homens.
Os especialistas apontam que a manutenção do foco e a definição precisa dos detalhes estéticos serão determinantes para o resultado final. A torcida brasileira acompanha com expectativa a entrada do atleta no palco principal do evento.
Tradição cresce no cenário global
A evolução do fisiculturismo brasileiro nos últimos anos colocou o país em posição de destaque nas principais federações internacionais. O volume de atletas qualificados reflete o professionalismo e o investimento na preparação física e nutricional.
Acompanhar a trajetória dos competidores exige planejamento e conhecimento técnico sobre as exigências de cada categoria do torneio. Os juízes avaliam critérios rigorosos de simetria, volume muscular e definição ao longo das apresentações.
O encerramento das disputas em Las Vegas definirá se o Brasil alcançará a meta estipulada para esta edição histórica. A apuração dos resultados oficiais ocorre nos próximos dias com a divulgação dos novos campeões mundiais.


