Anya Taylor-Joy diz que seria uma “péssima vigarista” fora da ficção

Atriz protagoniza e produz a série “Lucky”, do Apple TV, em que interpreta uma criminosa perseguida pelo FBI e por uma chefona do crime

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Redação
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Atriz protagoniza e produz a série “Lucky”, do Apple TV, em que interpreta uma criminosa perseguida pelo FBI e por uma chefona do crime
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Anya Taylor-Joy afirma que não teria talento para repetir na vida real os golpes de Lucky, personagem que interpreta na série homônima do Apple TV. Na produção, a atriz vive uma vigarista que volta ao mundo do crime depois que um roubo milionário dá errado.

A trama acompanha Lucky enquanto ela foge do FBI e de uma criminosa poderosa, ao mesmo tempo em que tenta descobrir o que aconteceu com o marido e com o dinheiro do assalto.

Além de protagonizar a série, Taylor-Joy também atua como produtora executiva. A produção estreou em julho e foi concebida como uma série limitada.

Atriz rejeita perfil de vigarista

Taylor-Joy reconhece que atuação e trapaça têm um ponto em comum: ambas dependem de convencer alguém de uma versão da realidade.

Mesmo assim, ela diz que sua personalidade a tornaria pouco eficiente fora do set. “Eu seria uma péssima vigarista”, afirmou ao comentar a diferença entre interpretar alguém manipulador e tentar agir dessa forma de verdade.

A atriz associa a personagem a um tipo de sobrevivência baseado em observação, improviso e leitura rápida das pessoas ao redor.

Na série, essas habilidades são colocadas à prova desde o início, quando Lucky percebe que ficou sozinha depois do roubo e precisa reagir antes que polícia e criminosos a alcancem.

“Eu seria uma péssima vigarista”.

Anya Taylor-Joy

Lucky mistura fuga e identidade

A história parte de um assalto multimilionário que termina mal e obriga Lucky a cair na estrada.

Segundo a descrição oficial do Apple TV, a personagem é perseguida ao mesmo tempo pelo FBI e por uma chefe do crime, transformando a fuga em uma disputa constante por sobrevivência.

A série também trabalha o conflito entre a vida criminosa que Lucky tentou deixar para trás e a necessidade de recorrer novamente às habilidades aprendidas no passado.

Esse dilema sustenta os seis episódios da temporada, que acompanham mudanças de aliança, traições e tentativas da protagonista de recuperar algum controle sobre a própria vida.

Série reúne elenco conhecido

Annette Bening, Timothy Olyphant e Aunjanue Ellis-Taylor estão entre os principais nomes do elenco ao lado de Anya Taylor-Joy.

A produção é baseada no romance de Marissa Stapley e tem Jonathan Tropper e Cassie Pappas como responsáveis pela adaptação e produção executiva.

Reese Witherspoon e Lauren Neustadter também participam da produção pela Hello Sunshine, enquanto Taylor-Joy assina como produtora por meio de sua empresa LadyKiller.

O projeto estreou globalmente em 15 de julho no Apple TV e encerrou a exibição semanal de sua primeira temporada em agosto.

Atriz comenta futuro da personagem

Apesar de a produção ter sido anunciada como série limitada, Taylor-Joy não descarta completamente a possibilidade de voltar à personagem.

Ela considera cedo para afirmar se haverá continuação, mas demonstrou entusiasmo ao imaginar Lucky em um novo cenário e chegou a brincar com a ideia de uma temporada ambientada no Brasil.

A atriz também relaciona a personagem ao crescimento de protagonistas femininas em histórias de ação e suspense, nas quais mulheres ocupam posições tradicionalmente reservadas a personagens masculinos.

Por enquanto, não há anúncio oficial de uma segunda temporada. O Apple TV mantém a produção listada como uma temporada completa, com os episódios disponíveis na plataforma.

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