Fotógrafo do Ano revela imagens impressionantes do espaço

Concurso do Observatório Real de Greenwich premiou registros de nebulosas, auroras, Sol, Lua e paisagens celestes em sua 18ª edição

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Redação
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Concurso do Observatório Real de Greenwich premiou registros de nebulosas, auroras, Sol, Lua e paisagens celestes em sua 18ª ediçãoDivulgação
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O céu profundo, o brilho das auroras e detalhes do Sol e da Lua ganharam novas interpretações na edição de 2026 do ZWO Astronomy Photographer of the Year, concurso internacional organizado pelo Royal Observatory Greenwich, em Londres. O prêmio chegou à 18ª edição reunindo quase 4 mil imagens enviadas por 769 participantes de diferentes partes do mundo.

O grande vencedor foi o fotógrafo kuwaitiano Ali Alobaidly, autor de The Quiet Predator, imagem da Nebulosa do Tubarão. O trabalho foi escolhido como o melhor da competição e também venceu a categoria Estrelas e Nebulosas.

A exposição com as imagens vencedoras abriu ao público no National Maritime Museum, em Londres, em 18 de setembro de 2026. A mostra reúne trabalhos selecionados por um painel internacional de especialistas em astronomia e fotografia.

Nebulosa garante prêmio principal

The Quiet Predator retrata a Nebulosa do Tubarão, uma nuvem escura de poeira interestelar situada a cerca de 650 anos-luz da Terra, na constelação de Cefeu. O objeto recebe esse nome por lembrar a silhueta de um tubarão atravessando uma região densamente povoada por estrelas.

Para conseguir o resultado, Alobaidly passou duas noites no deserto do Kuwait e acumulou mais de 28 horas de exposição. O longo tempo de captura permitiu revelar estruturas muito tênues que dificilmente aparecem em observações comuns.

O júri destacou justamente a combinação entre precisão técnica e composição visual. A fotografia equilibra estrelas, áreas escuras e regiões de nebulosidade mais delicada sem perder detalhes nas extremidades da imagem.

Receber este prêmio é uma honra tremenda.

Ali Alobaidly

Quase 4 mil fotos concorreram

A edição de 2026 recebeu quase 4 mil inscrições, feitas por 769 fotógrafos. O concurso é aberto a participantes de diferentes níveis de experiência e reúne categorias voltadas a temas específicos do céu e do espaço.

Entre as áreas avaliadas estão auroras, Sol, Lua, galáxias, estrelas e nebulosas, planetas, cometas, asteroides e paisagens celestes. Há ainda premiações especiais para jovens fotógrafos, iniciantes e trabalhos produzidos a partir de dados astronômicos.

A competição é organizada pelo Royal Museums Greenwich, instituição que reúne o Royal Observatory Greenwich, o National Maritime Museum, a Queen’s House e o Cutty Sark. A edição atual conta com patrocínio da empresa de equipamentos astronômicos ZWO.

Os vencedores mostram como a astrofotografia combina observação científica, tecnologia de captura e escolhas artísticas em uma única imagem.

Auroras e Sol ganham destaque

Entre os trabalhos destacados está The Crown, de Radoslav Sviretsov, vencedor na categoria de auroras. A imagem registra a luminosidade atmosférica em uma composição que transforma o fenômeno em um arco dominante no céu.

Na categoria dedicada ao Sol, o vencedor foi Miguel Claro com Active Region 4122. O fotógrafo concentrou o enquadramento em uma área ativa da superfície solar, evidenciando detalhes associados à intensa atividade magnética da estrela.

As duas categorias exigem técnicas bastante diferentes. Enquanto a fotografia de auroras depende de condições atmosféricas e localização favorável, os registros solares normalmente exigem filtros, equipamentos específicos e cuidados rigorosos de observação.

Entenda os principais dados
CategoriaImagemFotógrafo
Geral / Estrelas e NebulosasThe Quiet PredatorAli Alobaidly
AurorasThe CrownRadoslav Sviretsov
SolActive Region 4122Miguel Claro
LuaVenusian Pearl on the MoonPetr Horalek
Paisagens CelestesBotswana Star TrailStefano Pellegrini

Fonte: Royal Museums Greenwich.

Lua aparece em composição premiada

O fotógrafo Petr Horalek venceu a categoria dedicada à Lua com Venusian Pearl on the Moon. A imagem se destaca por explorar a relação visual entre a superfície lunar e outro elemento celeste, criando uma composição que vai além do retrato tradicional do satélite.

Fotografias lunares costumam exigir atenção especial a contraste, fase, posição no céu e condições atmosféricas. Pequenas diferenças nesses fatores podem alterar de forma significativa a textura e a profundidade aparentes das crateras e planícies.

A premiação valoriza justamente a capacidade de transformar objetos extremamente conhecidos em registros visualmente novos. Mesmo a Lua, fotografada incontáveis vezes, pode ganhar outra leitura quando enquadramento, momento e técnica se combinam.

Essa lógica aparece em várias categorias do concurso, que não privilegia apenas objetos raros ou distantes, mas também maneiras originais de observar corpos familiares do Sistema Solar.

Rastros de estrelas vencem categoria

Na categoria de paisagens celestes, Stefano Pellegrini venceu com Botswana Star Trail. A fotografia utiliza o movimento aparente das estrelas ao longo do tempo para produzir rastros luminosos no céu.

Esse tipo de imagem é criado com longas exposições ou com a combinação de várias fotografias feitas em sequência. O resultado mostra o efeito da rotação da Terra como linhas curvas que parecem se deslocar ao redor de um ponto do céu.

A presença da paisagem terrestre ajuda a dar escala e contexto ao fenômeno. Em concursos de astrofotografia, essa combinação entre céu e ambiente é frequentemente usada para aproximar o observador da experiência de estar no local da captura.

A diversidade entre as imagens premiadas também evidencia como a fotografia astronômica pode ir de objetos a centenas de anos-luz de distância até fenômenos visíveis a olho nu em determinadas regiões do planeta.

Exposição leva vencedores a Londres

As imagens premiadas passaram a integrar uma exposição especial no National Maritime Museum. A mostra abriu em 18 de setembro e apresenta uma seleção ampla de trabalhos da edição de 2026 em painéis iluminados.

O concurso é considerado pelo próprio Royal Museums Greenwich a maior competição internacional dedicada à astrofotografia. Além do reconhecimento, o vencedor geral recebe prêmio em dinheiro de 10 mil libras.

Os ganhadores das categorias adultas também recebem premiações específicas, e as fotografias selecionadas entram no circuito de exposição e divulgação promovido pela instituição.

Ao reunir técnica, paciência e observação, a edição de 2026 reforça o papel da astrofotografia como ponte entre ciência e arte. As imagens vencedoras não apenas registram fenômenos do Universo, mas também mostram diferentes formas de interpretar visualmente aquilo que existe muito além da experiência cotidiana.

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