Pesquisa Ipsos-Ipec aponta alta na avaliação negativa do governo Lula

Levantamento nacional divulgado em setembro mostra que índice de ruim ou péssimo subiu para 43%, enquanto desconfiança e expectativas econômicas também registraram variações.

Da
Redação
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Pesquisa do instituto Ipsos-Ipec aponta novos índices sobre a popularidade e a percepção da gestão federal.
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A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou alta de cinco pontos percentuais em setembro, alcançando 43% da população. O levantamento, conduzido pelo instituto Ipsos-Ipec e divulgado nesta quarta-feira, aponta que o percentual reúne os entrevistados que classificam a administração federal como ruim ou péssima. No trimestre anterior, medido em junho, o índice correspondente era de 38%.

Enquanto isso, a parcela que considera a gestão ótima ou boa apresentou estabilidade numérica e passou de 32% para 33%. Já a avaliação regular sofreu retração, recuando de 28% para 23% no mesmo período comparativo. A pesquisa foi realizada de forma presencial entre os dias 9 e 13 de setembro, ouvindo 2 mil eleitores em 130 municípios brasileiros. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

O instituto detalhou que o levantamento faz parte da série mensal Omnibus e busca mensurar os rumos da administração pública e o humor da sociedade. As variações capturadas indicam mudanças no termômetro político e social em diferentes faixas da população.

Cresce a desconfiança no presidente

A desconfiança em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou leve oscilação para cima no mesmo intervalo de tempo. De acordo com os dados coletados, 57% dos entrevistados declararam não confiar no chefe do Executivo, comparado aos 56% registrados no levantamento anterior realizado em junho.

Em sentido oposto, a parcela da população que afirma confiar no mandatário recuou de 41% para 40%. Outros 3% dos participantes não souberam ou preferiram não responder aos questionamentos sobre a confiança pessoal no presidente da República.

A parcela da população que espera uma melhora na economia subiu de 36% para 42%.”

Pesquisa de Opinião Pública

Os números refletem um cenário de polarização e desgaste na percepção pública, acompanhado de perto por analistas políticos que monitoram a estabilidade da base governista no Congresso Nacional e nas ruas.

Piora na percepção da economia

A visão dos brasileiros sobre o cenário econômico recente também se tornou mais pessimista nos últimos meses. Conforme o levantamento, 45% dos entrevistados avaliam que a situação econômica do país piorou nos seis meses anteriores à pesquisa, superando os 41% anotados em junho.

A parcela que enxerga estabilidade econômica passou de 30% para 29%, ao passo que aqueles que perceberam alguma melhora caíram de 25% para 23%. A inflação e o custo de vida continuam entre os principais fatores de pressão sobre a opinião pública.

Apesar disso, o otimismo em relação ao futuro apresentou reação. A parcela que projeta uma melhora na economia para o próximo semestre subiu de 36% para 42%, enquanto a expectativa de piora recuou de 32% para 25%.

Diferenças por regiões e renda

A pesquisa detalha divisões expressivas no comportamento do eleitorado conforme a região geográfica e o nível de escolaridade ou renda. No Nordeste, a avaliação ótima ou boa da gestão federal atinge 47%, demonstrando sustentação na região.

Em contrapartida, a percepção negativa alcança 49% no Sul e 48% tanto no Sudeste quanto no agregado das regiões Norte e Centro-Oeste. Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, 46% avaliam positivamente o governo federal.

Por outro lado, o descontentamento é mais acentuado entre estratos de maior escolaridade. Entre os participantes com ensino superior completo, 52% classificam a administração federal como ruim ou péssima.

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