A parada e o estacionamento de veículos nos arredores do Supremo Tribunal Federal foram proibidos por tempo indeterminado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. A medida restritiva anunciada pelo titular da pasta, Alexandre Patury, integra um conjunto de ações preventivas na Esplanada dos Ministérios para reforçar o controle na região central de Brasília. Os estacionamentos internos da própria Corte e de órgãos vizinhos, no entanto, não foram atingidos pela determinação oficial divulgada pelas autoridades locais.
A restrição abrange a faixa que se estende desde as imediações do Palácio do Itamaraty até o final da Praça dos Três Poderes. Para assegurar o cumprimento imediato da regra, agentes posicionaram cones de sinalização ao longo da via e realizaram bloqueios parciais em trechos estratégicos da Esplanada dos Ministérios. Apesar das mudanças estruturais no fluxo viário local, o trânsito nas imediações seguiu sem impactos expressivos ou congestionamentos generalizados no momento da implementação das barreiras.
Além das barreiras físicas com cones de sinalização, a Polícia Militar do Distrito Federal determinou a permanência fixa de uma viatura na Praça dos Três Poderes. A vigilância ostensiva integra um plano de monitoramento coordenado que envolve uma célula integrada de inteligência entre órgãos distritais e federais. Essa articulação interinstitucional visa antecipar e conter eventuais reflexos de manifestações políticas e protestos na área central da capital federal.
Esquema especial reforça a segurança na Esplanada
O forte esquema de segurança montado na Esplanada dos Ministérios ocorreu em razão de uma sessão extraordinária realizada no Supremo Tribunal Federal. O julgamento que motivou a mobilização das forças policiais tratou de uma possível investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A sessão acabou encerrada sem uma decisão definitiva após um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino durante a análise colegiada.
Mesmo com a conclusão da sessão sem um veredito final na Corte, as autoridades de segurança decidiram manter a vigilância reforçada e a interdição nos arredores dos prédios públicos. O porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal, Raphael Broocke, destacou que o tráfego de veículos permaneceu normal, mas ressaltou que qualquer movimentação de manifestantes pode motivar novas interdições nas vias da região central.
O monitoramento contínuo da área central coincide com a manutenção de uma célula integrada de inteligência voltada para a atuação coordenada contra ameaças institucionais. O grupo reúne diversos órgãos de segurança distritais e federais com o objetivo de garantir resposta imediata diante de qualquer situação que possa comprometer a ordem pública em Brasília.


