O papa Leão XIV alertou nesta quarta-feira (16) que o uso crescente da inteligência artificial corre o risco de tornar as relações humanas impessoais, incentivando a população a não delegar escolhas fundamentais a sistemas automatizados.
A manifestação do pontífice ocorre em um momento de debates intensificados sobre a ética no desenvolvimento tecnológico e a necessidade de salvaguardas regulatórias e morais para o setor.
Segundo o líder católico, embora a tecnologia digital crie novas oportunidades e aproxime pessoas, ela traz o risco de transferir para códigos de programação decisões que competem exclusivamente à consciência humana.
Líder religioso critica avanço tecnológico
O posicionamento reforça advertências anteriores feitas pelo Vaticano sobre os impactos da automação nas esferas sociais e laborais.
Em sua primeira encíclica, publicada em maio, o pontífice já havia manifestado preocupação com a delegação total de decisões sensíveis que afetam diretamente a vida dos cidadãos.
Especialistas e líderes religiosos apontam que a perda de controle sobre julgamentos críticos pode gerar impactos profundos na dignidade humana e na justiça social.
Rei britânico promove reunião global
As declarações do papa antecedem um encontro promovido pelo rei Charles, do Reino Unido, com executivos de gigantes da tecnologia.
A reunião organizada pela realeza britânica nesta semana deve reunir representantes de empresas como OpenAI, Google DeepMind, Anthropic e Nvidia.
O objetivo do encontro é debater princípios éticos para o desenvolvimento da inteligência artificial que beneficiem a sociedade e respeitem preceitos humanitários.
Vaticano discute regras internacionais
A pauta ética contará com a presença de Paolo Benanti, consultor do Vaticano especializado em questões ligadas à inteligência artificial.
A Igreja Católica tem buscado influenciar o debate global sobre governança tecnológica, defendendo que ferramentas digitais permaneçam estritamente sob responsabilidade humana.
A expectativa é que o evento impulsione diretrizes internacionais para conter abusos e garantir maior transparência no setor de tecnologia.
Especialistas defendem responsabilidade humana
O debate global sobre a regulação dos algoritmos ganha força com a participação de autoridades religiosas e corporativas em fóruns internacionais.
A articulação busca estabelecer limites claros para que a inovação digital caminhe lado a lado com a preservação dos direitos fundamentais.
Organismos internacionais acompanham de perto as discussões para consolidar normas que impeçam o uso desregulado de ferramentas automatizadas.


