Governo Lula tem 43% de avaliação ruim ou péssimo, aponta Ipsos-Ipec

Nova pesquisa divulgada em setembro de 2026 mostra alta na desaprovação e detalha a percepção da população sobre a gestão federal e a economia.

Da
Redação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento oficial em Brasília.
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Divulgada nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026), a nova pesquisa de opinião realizada pelo Ipsos-Ipec revela mudanças na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento aponta que 43% dos entrevistados classificam a gestão federal como ruim ou péssimo, enquanto 33% avaliam o governo como ótimo ou bom. Além disso, a parcela da população que enxerga a administração atual como regular chegou a 23%.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 9 e 13 de setembro de 2026, abrangendo ouvintes em todo o país. O instituto informou que a margem de erro estimada para os resultados é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança padrão para esse tipo de sondagem estatística.

Cresce índice de rejeição

O patamar de 43% de avaliação negativa representa o índice mais elevado registrado desde junho de 2025 dentro da série histórica da pesquisa. Na comparação com o levantamento anterior, realizado em junho de 2026, o percentual de brasileiros que avaliam a administração como ruim ou péssimo avançou de 38% para 43%.

Enquanto isso, a fatia dos que consideram o governo ótimo ou bom oscilou positivamente de 32% para 33%. Por outro lado, os entrevistados que classificam a gestão como regular registraram recuo, passando de 28% para 23% no período analisado.

A sondagem também mensurou a forma como o chefe do Executivo conduz o país. A desaprovação à maneira de governar atingiu 53%, superando os 50 registados em junho, ao passo que a aprovação recuou de 44% para 42%.

Avaliam expectativas e confiança

Além da aprovação geral, a pesquisa investigou o grau de confiança da população em relação ao presidente da República. Os dados mostram que 57% dos entrevistados declaram não confiar em Lula, comparado a 56% na pesquisa prévia, enquanto os que afirmam confiar passaram de 41% para 40%.

No quesito de expectativas em relação à gestão, 45% dos participantes responderam que o governo está sendo pior do que o esperado, índice que era de 42% em junho. Os que avaliam o governo como igual ao esperado somam 28%, e 24% afirmam que a administração está melhor do que previa.

O instituto detalha a evolução dos principais indicadores de avaliação e percepção da gestão federal na tabela abaixo, comparando os dados com o levantamento imediatamente anterior.

Confira abaixo os principais indicadores da pesquisa Ipsos-Ipec.

Indicadores de Avaliação do Governo Lula
Indicador Setembro de 2026 Junho de 2026
Ruim ou péssimo 43% 38%
Ótimo ou bom 33% 32%
Regular 23% 28%
Desaprovação da forma de governar 53% 50%
Aprovação da forma de governar 42% 44%
Não confiam no presidente 57% 56%
Confiantes no presidente 40% 41%

Fonte: Ipsos-Ipec

Percepção sobre a economia

A pesquisa de opinião também mapeou a visão dos brasileiros a respeito da situação econômica do país. Para 45% dos consultados, o cenário econômico atual está pior do que há seis meses, representando um aumento em relação aos 41% registrados no levantamento de junho.

Ademais, a parcela que avalia a economia como igual chegou a 29%, enquanto 23% afirmam que houve melhora no período recente. Em junho, esses patamares eram de 30% e 25%, respectivamente.

Apesar da percepção sobre o momento presente, o otimismo em relação ao futuro apresentou oscilação positiva. Os brasileiros que esperam melhora na economia nos próximos seis meses passaram de 36% para 42%.

Projeções para o futuro

O levantamento detalha ainda que a expectativa de piora econômica para o horizonte de meio ano recuou de 32% para 25%. Já os entrevistados que acreditam que a situação econômica permanecerá inalterada representam 24% da amostra em setembro.

Dessa forma, o cenário econômico demonstra divisões nas expectativas da população, combinando uma avaliação negativa sobre o passado recente com uma perspectiva de melhora futura para uma parcela expressiva dos entrevistados.

As informações completas auxiliam analistas e gestores públicos a monitorarem o pulso da opinião pública brasileira em relação aos rumos políticos e econômicos adotados pela administração federal ao longo do ano de 2026.

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