Ataques de drones russos matam cinco pessoas em transporte civil na Ucrânia

Ação militar atingiu um ônibus de passageiros perto da linha de frente e trens em diferentes regiões do país, intensificando a ofensiva contra a infraestrutura de transporte.

Da
Redação
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Ônibus de passageiros ficou destruído após ataque de drones russos próximo à cidade de Nikopol, na Ucrânia.via REUTERS
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Ataques coordenados com drones russos atingiram um ônibus de passageiros e trens em diferentes regiões da Ucrânia nesta quarta-feira (16), resultando na morte de cinco civis e deixando vários feridos. A ofensiva militar intensifica a pressão sobre os meios de transporte civis do país, que desempenham um papel vital para a população desde o fechamento do espaço aéreo ucraniano em 2022.

As autoridades locais informaram que o incidente mais grave ocorreu nas proximidades da cidade de Nikopol, situada na linha de frente do conflito. Na ocasião, um veículo de transporte de passageiros foi alvo de disparos aéreos na madrugada, provocando vítimas fatais e feridos que necessitaram de atendimento médico urgente.

Ônibus é atingido em Nikopol

O ataque na região de Dnipropetrovsk matou quatro homens e uma mulher durante a madrugada de quarta-feira. Sete pessoas ficaram feridas na investida contra o transporte coletivo, conforme os registros repassados pelas autoridades policiais da área afetada.

O governador regional Oleksandr Hanzha relatou o episódio e divulgou imagens do veículo danificado pelas explosões. A operadora de segurança local reforçou que a rota era utilizada rotineiramente por civis na zona conflagrada.

Enquanto o resgate prestava socorro aos feridos, equipes de emergência isolaram o perímetro para evitar novos incidentes diante da instabilidade na linha de frente. A circulação na região permanece sob forte esquema de monitoramento militar.

Trens de passageiros sofrem ataques

Além do caso na rodovia, um trem de passageiros foi alvo de investidas aéreas na região de Mykolaiv, localizada no sul do território ucraniano. O governo regional interino confirmou que a composição foi atingida diretamente durante o trajeto.

O governador regional interino, Heorhii Reshetilov, destacou que a ação causou pânico, mas os protocolos de evacuação evitaram uma tragédia maior. Todos os ocupantes foram retirados a tempo do local do impacto.

A operadora ferroviária estatal detalhou que o trem chegou a ser atingido mais de duas vezes após o primeiro impacto. O presidente Volodymyr Zelenskiy também confirmou danos a uma locomotiva em Kovel, próxima à fronteira com a Polônia.

Infraestrutura ferroviária sob mira

A ofensiva contra o sistema ferroviário tem se intensificado nos últimos meses, refletindo a estratégia de Moscou de mirar alvos logísticos estratégicos. A operadora ferroviária informou que dezenas de instalações já foram danificadas ao longo deste ano.

Os dados oficiais apontam que dezenas de estações, centenas de locomotivas e vagões de passageiros sofreram impactos desde o início do ano. A destruição de rotas ferroviárias dificulta a circulação de suprimentos e o deslocamento de civis que dependem exclusivamente dos trilhos.

Especialistas em logística apontam que os ataques buscam paralisar a cadeia de suprimentos e desgastar o moral da população civil. O governo ucraniano tem cobrado ações mais duras de aliados internacionais para conter a escalada contra o setor de transportes.

Reações e repercussão internacional

Diante dos episódios recentes, o presidente ucraniano utilizou as redes sociais para condenar a ofensiva e cobrar novas sanções econômicas contra Moscou. O líder ucraniano classificou as ações como atos de brutalidade sem justificativa tática.

Não há lógica militar nisso, é apenas mais um ato de brutalidade.

Volodymyr Zelenskiy

Os ataques ocorrem poucos dias após outra ofensiva atingir uma estação ferroviária próxima à fronteira polonesa, logo após a passagem de um trem que transportava autoridades europeias. O episódio gerou alertas adicionais sobre a segurança de rotas diplomáticas e civis.

O governo russo declarou recentemente que centros ferroviários e a infraestrutura de transporte ucraniana são tratados como alvos legítimos por atenderem às necessidades logísticas das Forças Armadas do país. Moscou e Kiev negam alvejar civis de forma deliberada no conflito em larga escala.

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