Desaparecidos no Nepal superam 6 mil após colapso de geleira no Himalaia

Semanas após enchentes devastadoras na região, autoridades locais contabilizam milhares de desaparecidos e enfrentam grandes dificuldades para identificar corpos recuperados.

Da
Redação
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Região montanhosa do Himalaia foi atingida por enchentes severas após o colapso de uma geleira.
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Semanas após as enchentes devastadoras que atingiram comunidades montanhosas e usinas hidrelétricas na região do Himalaia, as autoridades nepalesas atualizaram os dados sobre o impacto do desastre natural. O colapso de uma geleira provocou avalanches de lama, rochas e água, gerando um dos episódios mais graves recentes na área e deixando milhares de famílias sem notícias de parentes.

A autoridade de gestão de desastres do país informou que o número de pessoas desaparecidas subiu para 6.150, enquanto o total de corpos recuperados pelas equipes de resgate alcançou 1.403. Entre os desaparecidos na tragédia, há pelo menos 636 cidadãos estrangeiros que estavam na região no momento em que a catástrofe ocorreu.

As equipes de emergência relatam que apenas cerca de 7% dos corpos recuperados foram identificados formalmente até o momento pelas autoridades competentes. O processo de reconhecimento esbarra em grandes dificuldades técnicas devido ao estado dos restos mortais e à complexidade logística na coleta de material genético.

Autoridades atualizam balanço de vítimas após tragédia

O órgão responsável pela gestão de desastres no país promoveu uma revisão expressiva para cima no balanço oficial de pessoas que continuam sem paradeiro conhecido. O boletim anterior divulgado pelas equipes governamentais contabilizava um total de 5.179 desaparecidos na região afetada pela avalanche de detritos.

Para tentar avançar na identificação, as equipes especializadas coletaram amostras de DNA de 1.206 corpos recuperados e obtiveram 1.889 amostras biológicas de familiares dos desaparecidos. Apesar do esforço laboratorial, apenas 105 corpos foram identificados positivamente e entregues aos parentes para sepultamento.

Familiares de cidadãos estrangeiros e de locais afirmam que o fluxo de informações sobre as operações de resgate, que costumava ser regular nas primeiras semanas, diminuiu consideravelmente com o passar do tempo.

Equipes enfrentam barreiras severas no terreno

As operações de busca e salvamento continuam mobilizando recursos tecnológicos avançados, incluindo o emprego de drones térmicos e helicópteros em áreas de relevo extremamente acidentado. Especialistas também atuaram para resgatar trabalhadores que haviam ficado presos em túneis de usinas hidrelétricas afetadas.

Segundo o órgão oficial de desastres, o espaço aéreo restrito na região montanhosa e o imenso volume de detritos acumulados representam barreiras severas para localizar os desaparecidos. As autoridades reiteram que mantêm canais diretos e indiretos de comunicação com as embaixadas afetadas.

Apesar de todas as dificuldades técnicas encontradas no terreno, o trabalho das equipes de resgate permitiu salvar algumas pessoas que estavam ilhadas ou presas em instalações subterrâneas no Nepal.

Impacto atinge a fronteira e contabiliza mortes

Do outro lado da fronteira, na China, o impacto das mesmas enchentes também deixou um rastro de destruição e vítimas conforme dados divulgados pela imprensa estatal local. O balanço consolidado em território chinês aponta 43 mortes confirmadas e 519 pessoas ainda desaparecidas.

Somando os dados oficiais divulgados pelos dois países vizinhos, a tragédia humanitária e ambiental já contabiliza um total de 1.446 mortos confirmados. O número combinado de desaparecidos nas duas nações atingiu a marca de pelo menos 6.669 pessoas.

As autoridades locais continuam verificando informações junto aos escritórios distritais para atualizar constantemente os registros oficiais à medida que novas equipes conseguem acessar locais isolados.

Governo coleta material genético para perícia

O processo de perícia forense tornou-se o principal gargalo para as famílias que buscam encerrar o luto e realizar os ritos fúnebres de seus entes queridos. O banco de dados genético montado pelas autoridades tenta cruzar informações de centenas de parentes com os corpos que chegam aos necrotérios provisórios.

A porta-voz da agência responsável explicou que a coleta de dados ocorre de forma contínua nos distritos mais afetados para garantir maior precisão estatística nos relatórios. As autoridades reforçam que a checagem rigorosa é indispensável para evitar erros na entrega dos corpos.

Enquanto a burocracia e a complexidade técnica atrasam os reconhecimentos, centenas de famílias permanecem acampadas ou em contato diário com os centros de atendimento em busca de respostas definitivas.

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