Supermercado é interditado na Serra após fiscalização achar rato morto e fezes

Operação conjunta recolheu nove toneladas de alimentos com marcas de alteração em estabelecimento no Espírito Santo

Da
Redação
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Fiscalização conjunta recolheu nove toneladas de alimentos em supermercado na Serra (ES).Divulgação/PCES
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Uma operação de fiscalização realizada na terça-feira (15) resultou na interdição do setor de alimentos de um supermercado localizado no bairro Colina de Laranjeiras, no município da Serra, Espírito Santo. A ação foi executada em conjunto pela Polícia Civil e pelo Procon após o recebimento de denúncias de consumidores.

As queixas relatavam graves irregularidades e precariedade nas condições sanitárias das mercadorias expostas nas prateleiras do estabelecimento comercial. A verificação no local confirmou a procedência das alegações apresentadas pelos clientes que frequentavam o local.

Diante da gravidade dos fatos constatados pelas equipes de vistoria, os fiscais determinaram a paralisação imediata das atividades da área afetada. A medida preventiva visa interromper a comercialização de itens que colocavam em risco a saúde pública.

Fiscalização constata presença de roedores

Durante a vistoria realizada pelas autoridades no estabelecimento comercial, os agentes encontraram fezes de animais espalhadas pelo ambiente. O material orgânico estava visível nas proximidades de onde os mantimentos ficavam estocados para a escolha dos clientes.

Além das fezes, a fiscalização localizou um rato morto próximo às gôndolas em que as comidas estavam expostas para venda direta ao público. Diversas embalagens mantidas no recinto apresentavam marcas visíveis de violação e danos provocados por roedores.

A proximidade entre os vetores de sujeira e os produtos destinados ao consumo humano motivou a adoção de sanções imediatas contra a empresa. Todo o ambiente de vendas do setor de alimentos passou por bloqueio e interdição preventiva.

Nove toneladas de alimentos são apreendidas

Durante a ação no bairro Colina de Laranjeiras, as equipes recolheram aproximadamente nove toneladas de alimentos que apresentavam sinais de violação. Toda a carga apreendida foi retirada de circulação e encaminhada para perícia técnica.

A análise detalhada dos produtos apreendidos servirá para comprovar o nível de contaminação e a impropriedade para o consumo humano. O laudo pericial instruirá o procedimento instaurado pelas autoridades sanitárias e policiais.

O volume expressivo de comida retido reflete a dimensão das irregularidades encontradas na estrutura do supermercado. A descarte ou destinação adequada das mercadorias dependerá do resultado dos exames laboratoriais.

Estabelecimento passa por restrições operacionais

As determinações impostas pelos órgãos de fiscalização não se limitaram apenas aos produtos recolhidos na data da operação. As autoridades ordenaram que todos os demais itens do supermercado permaneçam fora de comercialização de forma temporária.

A liberação do restante do estoque para venda está condicionada a análises técnicas criteriosas que atestem a segurança sanitária. Apenas após a comprovação de que não há riscos de contaminação os produtos poderão retornar às prateleiras.

O estabelecimento precisará adequar sua estrutura e seguir os protocolos de higienização exigidos pelos órgãos reguladores. Enquanto as exigências legais não forem cumpridas, a restrição de vendas sobre o setor permanece ativa.

Responsáveis podem responder por crime de consumo

Com o desdobramento da operação policial e sanitária, os responsáveis pela administração do supermercado entraram na mira de apurações criminais. Caso os laudos confirmem que os alimentos estavam impróprios para o consumo, os gestores responderão formalmente perante a Justiça.

A legislação brasileira referente às relações de consumo prevê punições rigorosas para estabelecimentos que expõem a população a produtos contaminados ou adulterados. A responsabilização penal abrange os administradores e proprietários do negócio.

As sanções previstas no código penal para infrações contra as relações de consumo podem variar de dois a cinco anos de prisão. O enquadramento jurídico definitivo dependerá dos resultados das perícias técnicas nos produtos apreendidos.

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