Dinamarca acusa navio russo de lançar sinalizadores contra helicóptero no Báltico

Forças Armadas dinamarquesas afirmam que um dos artefatos passou perto de aeronave Fennec durante missão de rotina em águas internacionais.

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Redação
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O helicóptero Fennec realizava uma missão de rotina próxima a uma fragata russa, segundo as Forças Armadas da Dinamarca.Kristian Tuxen Ladegaard Berg/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
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A Dinamarca acusou uma embarcação de guerra russa de lançar dois sinalizadores na direção de um helicóptero militar dinamarquês em águas internacionais próximas ao país na segunda-feira (14). Segundo as Forças Armadas dinamarquesas, um dos artefatos passou perto da aeronave Fennec, que cumpria uma missão de rotina.

O episódio elevou a tensão no Mar Báltico, área estratégica para a navegação comercial e militar. A primeira-ministra Mette Frederiksen classificou o caso como grave e o associou ao que descreveu como uma intensificação das ações híbridas da Rússia contra a Europa.

Helicóptero registrava fragata russa

O Comando de Defesa da Dinamarca informou que o Fennec realizava uma operação para fotografar a fragata russa quando os dois sinalizadores foram disparados. O comunicado foi divulgado na noite de segunda-feira.

Sinalizadores são artefatos pirotécnicos usados habitualmente como forma de alerta no mar. Ainda assim, as Forças Armadas afirmaram que um deles passou perto do helicóptero durante o voo.

O incidente ocorreu em águas internacionais próximas à Dinamarca, segundo as Forças Armadas do país. A Dinamarca integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que reúne países europeus e norte-americanos.

Governo aponta escalada russa

Frederiksen afirmou que a ocorrência não a surpreendeu, embora tenha considerado o fato grave. Para a premiê, o caso se insere em um padrão de comportamento mais agressivo atribuído por Copenhague à Rússia.

A chefe de governo disse que Moscou tenta produzir temor e divisão. Ela também defendeu maior união entre os aliados europeus e o reforço das capacidades de defesa da Dinamarca e do continente.

Em termos gerais, ações híbridas são classificadas como formas de agressão que ficam abaixo do limiar de um ato formal de guerra. A acusação dinamarquesa ocorre em um momento de alerta reforçado na região desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

Chancelaria convoca embaixador russo

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, chamou o incidente de inaceitável e disse que a ação poderia ter colocado vidas humanas em risco. Ele anunciou a convocação do embaixador russo no país para uma reunião.

Segundo Rasmussen, a Dinamarca busca assegurar a passagem pacífica de toda a navegação por suas águas. No entanto, o ministro avaliou que a Rússia vem ampliando gradualmente os limites do que considera aceitável.

Até a divulgação das informações, a Embaixada da Rússia não havia respondido a um pedido de comentário sobre o caso. A Rússia também rejeitou anteriormente acusações relacionadas a incidentes no Báltico e negou repetidamente conduzir ataques híbridos na Europa.

Estreitos concentram rota estratégica

Os estreitos dinamarqueses formam a principal passagem marítima entre o Mar Báltico e outras rotas para embarcações comerciais e militares. Por isso, a segurança da região tem relevância direta para os países banhados pelo Báltico e para a Otan.

A área também funciona como corredor importante para o transporte global de petróleo. Isso inclui o tráfego associado à chamada frota fantasma russa, expressão usada para designar petroleiros empregados para contornar sanções ocidentais.

O Serviço de Inteligência de Defesa da Dinamarca havia relatado, no ano anterior, que navios de guerra russos navegaram repetidamente em rota de colisão com embarcações dinamarquesas. O órgão também citou o direcionamento de radares de rastreamento a helicópteros e navios do país, além de armas apontadas contra eles nos estreitos.

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