Uma influenciadora foi presa na quarta-feira (9), em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, após aparecer em um vídeo arremessando e chutando uma filhote de shih-tzu. A gravação foi publicada pela própria mulher em uma rede social.
Segundo a delegada Tatiana Zynger, a polícia pediu a prisão em flagrante depois de tomar conhecimento do caso. A cachorra, de 40 dias, foi resgatada e ficou sob os cuidados da Polícia Civil durante a formalização dos procedimentos.
A polícia prende a influenciadora
A mulher presa foi identificada como Maria Gabriela Cervantes Pereira. O caso ocorreu em Aquidauana, município de Mato Grosso do Sul, após a divulgação das imagens de agressão contra o animal.
De acordo com a delegada Tatiana Zynger, a polícia representou pela prisão em flagrante depois de ter acesso ao vídeo. A medida ocorreu ainda na quarta-feira (9).
Além da prisão, a ocorrência passou a envolver medidas administrativas relacionadas à proteção animal. A Polícia Militar Ambiental informou que também tomou conhecimento da gravação e autuou a influenciadora.
O vídeo registra agressões contra a cachorra
Na gravação, Maria Gabriela aparece arremessando e chutando a própria cachorra. O vídeo foi publicado em uma rede social da influenciadora.
A cachorrinha nesse momento está bem”
Tatiana Zynger, delegada responsável pelo caso
Durante as agressões, a mulher manda o animal “chamar o delegado” para pagar o atendimento veterinário. A fala aparece no próprio registro divulgado pela influenciadora.
A Polícia Militar Ambiental classificou a conduta como maus-tratos contra animal doméstico e realizou uma autuação administrativa. A prisão e a autuação são procedimentos distintos dentro da ocorrência.
A cachorra é resgatada e passa por avaliação
A filhote de shih-tzu tem apenas 40 dias. Após o resgate, ela foi encontrada apática e amedrontada, conforme informou a delegada responsável pelo caso.
Apesar do estado observado no momento do resgate, a delegada afirmou que a cachorra estava bem. O animal ainda faria exames para verificar a existência de possíveis fraturas.
Enquanto os procedimentos eram formalizados, a Polícia Civil permaneceu responsável pela guarda da filhote. A corporação também acompanhou os cuidados destinados ao animal.
A investigação segue com manifestação da defesa
A prisão ocorreu depois que a polícia tomou conhecimento do conteúdo publicado na internet. O vídeo serviu como base para a atuação policial descrita pela delegada Tatiana Zynger.
Ao mesmo tempo, a Polícia Militar Ambiental adotou a medida administrativa relacionada aos maus-tratos. A ocorrência, portanto, envolve tanto a atuação da Polícia Civil quanto a fiscalização ambiental.
A defesa de Maria Gabriela Cervantes Pereira foi procurada e, segundo a informação disponível, o espaço permanece aberto para manifestações. A cachorra segue sob os cuidados da Polícia Civil durante a tramitação dos procedimentos decorrentes do caso.


