O PT convocou a Executiva Nacional para uma reunião na quinta-feira (10), em Brasília, com o objetivo de discutir a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os efeitos da tensão política sobre o partido. O encontro reunirá dirigentes estaduais, líderes das bancadas na Câmara e no Senado e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo lideranças ouvidas pela CNN Brasil, os integrantes deverão avaliar o momento político e discutir uma orientação comum para os filiados. Entre as possibilidades está a publicação de uma resolução interna. A reunião ocorre em meio à preparação das campanhas e à mobilização nacional prevista para domingo (13) em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
PT avalia orientação sobre a crise
A Executiva Nacional deve concentrar a discussão na crise aberta no STF e na forma como o partido pretende se posicionar diante do ambiente de tensão política. A avaliação também considera os impactos que a campanha de Lula tem admitido sob reserva.
Uma das alternativas em análise é elaborar uma resolução interna para orientar os filiados. O documento poderia estabelecer uma linha política comum, embora o conteúdo ainda esteja em discussão entre os dirigentes.
O encontro faz parte da rotina mensal da Executiva Nacional. No entanto, a situação no Supremo elevou o peso político da reunião e ampliou a participação esperada de representantes do partido.
Dirigentes estaduais participam do encontro
Todos os integrantes da Executiva Nacional foram chamados para a reunião. A composição inclui dirigentes dos estados e líderes do PT no Congresso Nacional.
Paulo Pimenta, líder do governo na Câmara, também participará do encontro. A presença amplia a interlocução entre a direção partidária e a base governista no Legislativo.
O partido chegou a avaliar um formato híbrido, que permitiria a participação remota de parte dos dirigentes. Ainda assim, o presidente do PT, Edinho Silva, determinou a realização presencial, diante da preocupação com possíveis vazamentos da reunião.
Partido organiza mobilização eleitoral
Além da crise no STF, o PT pretende tratar de um plano de mobilização das campanhas e da militância. A agenda conecta a discussão interna às atividades eleitorais previstas para os próximos dias.
A sigla organiza para domingo (13) uma mobilização nacional nas ruas em defesa da reeleição de Lula. A iniciativa deve envolver diretórios do partido, candidaturas aos governos estaduais e ao Senado e movimentos sociais.
A orientação é que cada município, bairro e território organize sua própria atividade. Dessa forma, o PT pretende adaptar as ações à realidade local e à capacidade de mobilização de cada região.
Reunião conecta crise e campanhas
A reunião combina dois eixos da estratégia petista: a definição de uma posição sobre a crise institucional e a organização da militância para a disputa eleitoral. Por isso, a Executiva deverá discutir tanto comunicação política quanto ações de campanha.
O formato presencial escolhido pela direção também indica a preocupação com o controle das discussões internas. Ao mesmo tempo, a participação de dirigentes estaduais pode facilitar a transmissão das orientações para as estruturas locais.
A mobilização de domingo será o primeiro compromisso nacional destacado no calendário partidário após a reunião. Seus detalhes, porém, ficarão sob responsabilidade dos diretórios e das candidaturas em cada município.


