Pesquisa aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno de 2026

Levantamento Nexus, contratado pelo BTG Pactual, mostra candidatos tecnicamente empatados e especialistas veem reta final como decisiva

Da
Redação
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Pesquisa Nexus avalia cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026.
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A pesquisa Nexus mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados em um eventual segundo turno das eleições de 2026. Flávio aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores em todo o país entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o equilíbrio pode permanecer até a reta final da disputa.

Pesquisa mostra equilíbrio entre candidatos

Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, 8% dos entrevistados disseram votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos dois. Outros 1% se declararam indecisos.

Como a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o resultado é classificado como empate técnico. Dessa forma, a vantagem numérica de Flávio não representa liderança isolada no cenário pesquisado.

A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados correspondem ao período de entrevistas realizado no início de setembro.

Especialistas projetam decisão na reta final

Especialistas em pesquisa eleitoral consultados pelo analista de política Pedro Venceslau avaliaram que o quadro tende a permanecer estável até o segundo turno. A leitura predominante é que a semana anterior à votação poderá concentrar os movimentos mais relevantes.

De acordo com a análise apresentada, oscilações provocadas por desgastes políticos ou acontecimentos de grande repercussão não necessariamente alterariam de forma duradoura a divisão do eleitorado entre os dois polos.

Os especialistas também avaliaram que o crescimento de Augusto Cury, apontado no material como reação ao desgaste político, perdeu força. A interpretação é que o eleitorado estaria mais concentrado nos principais polos da disputa.

Noticiário pode influenciar o segundo turno

Na avaliação dos especialistas, acontecimentos noticiados na semana que anteceder o segundo turno podem influenciar a escolha de parte dos eleitores. O argumento considera que uma parcela do eleitorado ainda pode reagir a fatos de grande impacto político.

Para ilustrar essa possibilidade, Venceslau citou episódios ocorridos durante o segundo turno de 2022 envolvendo Carla Zambelli e Roberto Jefferson. Segundo o analista, esses acontecimentos foram posteriormente associados, por apoiadores de Jair Bolsonaro, ao resultado daquela eleição.

A análise apresentada trata esse efeito como uma possibilidade, e não como uma previsão sobre eventos específicos. Por isso, o impacto de novas notícias dependeria do conteúdo, da repercussão e do momento em que elas ocorressem.

Operações podem alterar a disputa

Os especialistas mencionaram a possibilidade de investigações ou operações da Polícia Federal influenciarem o ambiente eleitoral. Uma eventual ação envolvendo Flávio Bolsonaro poderia favorecer Lula, segundo a avaliação apresentada.

Por outro lado, novas revelações relacionadas a Fábio Luiz Lula da Silva ou o desgaste do Supremo Tribunal Federal poderiam deslocar parte do eleitorado em sentido contrário, conforme a mesma análise.

Essas hipóteses foram apresentadas como cenários de influência política. O material não aponta uma operação específica nem confirma que qualquer um desses acontecimentos ocorrerá durante a campanha.

Candidatos enfrentam rejeição elevada

A pesquisa também mediu o potencial de voto e a rejeição dos dois principais nomes. Entre os entrevistados, 50% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 26% afirmaram que ele seria o único candidato em quem votariam.

No caso de Lula, 49% declararam que não votariam nele de forma alguma. Ao mesmo tempo, 35% disseram que o petista seria o único candidato de sua preferência.

Os números mostram que os dois candidatos combinam níveis elevados de rejeição com parcelas relevantes de apoio exclusivo. Esse quadro ajuda a explicar a proximidade registrada na simulação de segundo turno.

Outros cenários mantêm diferenças

A Nexus também simulou confrontos de Lula com outros possíveis adversários. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente aparece com 46%, ante 43% do governador, em situação de empate técnico.

Na disputa contra Romeu Zema (Novo), Lula marca 47%, enquanto o adversário registra 40%. Contra Renan Santos (Missão), o resultado indicado é de 47% para Lula e 39% para o oponente.

Já no cenário com Augusto Cury (Avante), Cury aparece numericamente à frente, com 45%, e Lula tem 43%. Brancos, nulos, nenhum e indecisos completam os percentuais de cada simulação.

A aprovação do governo Lula foi de 45%, contra 50% de desaprovação na rodada. A combinação entre avaliação do governo, rejeição dos candidatos e fatos da reta final deve compor o ambiente da disputa até o segundo turno.

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