Os Estados Unidos afirmaram ter interceptado e destruído uma estação flutuante de reabastecimento que, segundo o Comando Sul americano (SOUTHCOM), dava apoio a operações de tráfico de drogas no Pacífico Oriental. A ação foi divulgada pela instituição em 7 de setembro de 2026.
De acordo com o SOUTHCOM, a Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental conduziu a operação. A instituição disse que retirou os ocupantes da embarcação e que os entregaria às autoridades do Equador antes de afundar o barco após inspeção.
SOUTHCOM relata operação no Pacífico Oriental
O Comando Sul publicou a informação nas redes sociais e atribuiu a ação à Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental. Segundo o comunicado, a embarcação funcionava como uma estrutura de reabastecimento para atividades ilícitas de tráfico no mar.
A nota não detalhou quantas pessoas estavam a bordo, nem informou a localização exata da interceptação. Também não apresentou, no material divulgado, dados sobre o tipo ou a quantidade de drogas ligada à operação.
Assim, a descrição da finalidade do barco se baseia na versão do comando militar dos Estados Unidos. O órgão declarou que a inteligência confirmou a ligação da embarcação com atividades de tráfico marítimo.
Embarcação é ligada a Los Choneros
O SOUTHCOM afirmou que o barco estava envolvido com Los Choneros, organização criminosa do Equador. Washington classifica o grupo como narcoterrorista.
Segundo o Insight Crime, centro de pesquisa sobre crime organizado nas Américas citado no material, Los Choneros surgiu no fim da década de 1990 em Chone, cidade da província equatoriana de Manabí. O grupo se tornou a maior gangue do país, conforme a entidade.
O material também relaciona a organização ao Cartel de Sinaloa, do México, e à Frente Oliver Sinisterra, da Colômbia. Juntas, essas organizações atuariam no transporte marítimo de drogas destinado ao México e aos Estados Unidos.
Tripulantes seguem para autoridades equatorianas
Após a inspeção, as forças americanas desembarcaram os indivíduos que estavam na embarcação, segundo o SOUTHCOM. A instituição informou que eles seriam transferidos para as autoridades equatorianas.
O comunicado não especificou se os ocupantes foram detidos formalmente, quais acusações poderiam enfrentar ou onde ocorreria a entrega. Portanto, não há, no material disponível, confirmação sobre eventuais procedimentos judiciais no Equador.
O afundamento ocorreu depois da retirada da tripulação, de acordo com a versão americana. A operação combina uma medida de interdição marítima com a previsão de encaminhamento dos envolvidos às autoridades do país ligado ao grupo citado pelo comando.
Vídeo ainda não teve verificação independente
A operação foi acompanhada da divulgação de um vídeo pelo SOUTHCOM. No entanto, a Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente o local e a data em que as imagens foram gravadas.
A agência também declarou não ter localizado versões anteriores da filmagem na internet antes de 7 de setembro. Essa limitação impede confirmar de forma autônoma, a partir do vídeo, as circunstâncias informadas pelo comando americano.
A inexistência de verificação independente não altera o que foi oficialmente comunicado pelo SOUTHCOM, mas exige cautela na descrição dos fatos. A vinculação do barco ao tráfico e a Los Choneros permanece como alegação das autoridades militares dos Estados Unidos.


