Ellen Burstyn recebe Leão de Ouro pelo conjunto da carreira em Veneza

Aos 93 anos, atriz de “O Exorcista” foi homenageada no Festival de Cinema de Veneza por uma trajetória marcada por Oscar, Tony e Emmy

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Redação
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Ellen Burstyn foi homenageada no Festival de Cinema de Veneza com o Leão de Ouro pelo conjunto da carreira.Reuters
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Ellen Burstyn recebeu o Leão de Ouro pelo conjunto da carreira no Festival de Cinema de Veneza nesta segunda-feira (7). Aos 93 anos, a atriz conhecida por “O Exorcista” foi homenageada por uma trajetória que atravessa cinema, teatro e televisão.

Vencedora do Oscar, do Tony e do Emmy, Burstyn também participa de dois trabalhos exibidos nesta edição do festival: o longa “Place to Be”, dirigido por Kornél Mundruczó, e o curta “Flesh Impact”, de Maggie Gyllenhaal. A edição e o ano exatos do festival não foram informados no material disponibilizado.

Festival reconhece a trajetória de Burstyn

O Leão de Ouro pelo conjunto da carreira celebra a atuação de Burstyn ao longo de décadas. A homenagem ocorreu durante o Festival de Cinema de Veneza, um dos principais eventos internacionais dedicados ao cinema.

A atriz recebeu o prêmio depois de construir uma carreira em diferentes formatos. Seus trabalhos incluem produções cinematográficas, peças teatrais e papéis na televisão.

Ao aceitar a honraria, Burstyn afirmou que ser reconhecida por toda a carreira era “muito”. O material fornecido não apresenta a continuação dessa fala.

Atriz reúne as principais premiações

Burstyn integra o grupo de artistas que alcançaram a chamada “Tríplice Coroa” da atuação. A expressão se refere à conquista de um Oscar, um Tony e um Emmy.

Ela venceu o Oscar pelo drama “Alice Não Mora Mais Aqui”, de 1974. Mais tarde, recebeu um Tony e dois Emmys por trabalhos no teatro e na televisão.

Essa combinação de prêmios ajudou a consolidar a atriz entre os nomes mais reconhecidos de sua geração. A carreira, no entanto, não se limitou às produções premiadas.

Experiências difíceis moldaram o caminho

Antes de alcançar reconhecimento internacional, Burstyn abandonou o ensino médio e enfrentou uma infância difícil, segundo o material da pauta.

Ela também estudou com Lee Strasberg, descrito como um lendário professor de atuação. A formação contribuiu para o desenvolvimento de uma trajetória associada a diferentes áreas da interpretação.

Ao longo desse percurso, a atriz passou a ser reconhecida por trabalhos no cinema, na televisão e no teatro. A homenagem em Veneza reúne essas etapas em uma mesma distinção.

Discurso relembra uma linha branca

Durante o discurso de aceitação, Burstyn recordou a filmagem de uma cena desafiadora. Na ocasião, ela avistou uma linha branca que a ajudou a acertar sua marcação.

Com o tempo, a imagem passou a representar um recurso pessoal para enfrentar momentos difíceis. A atriz associou essa lembrança a uma esperança relacionada ao próprio país.

O relato acrescentou uma dimensão pessoal à cerimônia. Em vez de falar apenas sobre prêmios, Burstyn relacionou a experiência de atuação a uma busca por orientação em situações de dificuldade.

Novos trabalhos mantêm atriz em atividade

Mesmo homenageada por uma carreira extensa, Burstyn continua trabalhando. Nesta edição do festival, ela aparece em dois projetos de formatos distintos.

“Place to Be”, de Kornél Mundruczó, é descrito como um road movie. Nesse tipo de filme, os personagens principais viajam e transformam suas rotinas e visões de mundo ao longo do percurso.

O segundo projeto é “Flesh Impact”, curta-metragem de 17 minutos dirigido por Maggie Gyllenhaal. Burstyn interpreta Marilyn Monroe em uma história que imagina a atriz vivendo até os 100 anos.

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