Datafolha aponta maior preocupação com eleição presidencial em 2026

Levantamento mostra que 46% dos eleitores estão mais apreensivos do que em 2022; pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades

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Redação
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Pesquisa Datafolha avaliou a preocupação, a mobilização e a decisão dos eleitores para a eleição presidencial de 2026.
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A pesquisa Datafolha divulgada em 5 de setembro aponta que 46% dos eleitores estão mais preocupados com o resultado da eleição presidencial de 2026 do que estavam com o pleito de 2022. O levantamento foi realizado em 1º e 2 de setembro, em 125 cidades.

O estudo também mediu o nível de mobilização dos eleitores e o grau de decisão sobre o voto. Segundo os dados, 57% afirmam estar mais decididos a votar neste ano, enquanto 32% dizem manter o mesmo nível de decisão registrado em 2022.

Datafolha mede a preocupação eleitoral

Além dos 46% que relatam maior preocupação, 28% dizem estar tão apreensivos quanto em 2022. Outros 24% afirmam estar menos preocupados com a eleição presidencial, e 2% não souberam responder.

O resultado indica uma percepção de tensão maior entre uma parcela significativa do eleitorado. No entanto, a pesquisa registra opiniões diferentes conforme a posição política dos entrevistados.

Os percentuais descrevem a avaliação dos próprios eleitores sobre o momento atual. Portanto, não medem diretamente a intensidade da disputa nem projetam o resultado da eleição.

Eleitores reduzem o engajamento em campanhas

Quando questionados sobre a mobilização, 32% dos entrevistados disseram estar menos engajados em fazer campanha para algum candidato do que em 2022.

Ao mesmo tempo, 45% afirmaram manter o mesmo nível de envolvimento no processo eleitoral. Outros 18% se consideram mais ativos, enquanto 5% não souberam responder.

Os dados mostram uma combinação entre maior preocupação e menor disposição declarada para fazer campanha. Ainda assim, o levantamento não detalha quais atividades os entrevistados consideram como participação eleitoral.

Apoiadores se dizem mais decididos

O Datafolha aponta que 57% do eleitorado se considera mais decidido a votar em 2026 do que em 2022. Outros 32% dizem estar igualmente decididos, e 11% afirmam estar menos decididos. O material informa ainda 1% de entrevistados que não souberam responder.

Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 68% dizem estar mais decididos a votar. Na base de Luiz Inácio Lula da Silva, esse índice é de 61%.

O levantamento classifica a diferença entre esses dois grupos como empate técnico, considerando uma margem de erro específica de quatro pontos percentuais. O material fornecido não detalha o número de entrevistados em cada base.

Entre eleitores que não se identificam nem com o petismo nem com o bolsonarismo, 40% afirmam estar mais decididos a votar agora do que em 2022.

Pesquisa compara a preocupação entre bases

Em outro recorte, a pesquisa apresenta o nível de preocupação declarado pelos eleitores de diferentes candidatos. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 63% dizem estar mais preocupados com a eleição.

O índice aparece em empate técnico, segundo o material, com os percentuais registrados entre as bases de Renan Santos, com 59%; Ronaldo Caiado, com 56%; Augusto Cury, com 55%; e Romeu Zema, com 52%.

O grupo de apoiadores de Lula apresenta o menor índice nesse recorte: 30% relatam estar mais preocupados com a disputa presidencial do que em 2022.

Essas comparações refletem respostas agrupadas por preferência eleitoral. O material não informa, porém, o tamanho de cada subamostra, dado necessário para avaliar a precisão específica de todos os percentuais.

Levantamento informa margem e registro

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em 125 cidades nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro geral informada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O índice de confiança declarado para o levantamento é de 95%. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03669/2026. O registro identifica o levantamento no sistema eleitoral, mas não altera a natureza declaratória das respostas coletadas.

Como os percentuais podem sofrer variações dentro da margem de erro, diferenças pequenas entre grupos não devem ser interpretadas automaticamente como vantagem consolidada. No caso dos recortes de apoio, o próprio material informa empates técnicos.

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