Um suposto ataque no Irã atingiu uma festa de casamento em Kuhestak, na região de Sirik, no sul do país, na terça-feira (1º). Testemunhas relataram pânico, feridos e danos em imóveis, enquanto os Estados Unidos informaram que investigam o caso, sem assumir responsabilidade pela explosão.
O episódio teria ocorrido depois de um ataque com míssil contra uma torre de telecomunicações. Imagens divulgadas na sexta-feira (4) mostraram escombros nas ruas e edificações danificadas na pequena cidade, situada na província de Hormozgan.
Testemunhas relatam pânico após explosões
Suleiman Zakiri Fard, morador de Kuhestak, afirmou à agência WANA que viu dois ataques com drones atingirem a festa de casamento. Segundo ele, as explosões ocorreram logo após o ataque à torre de telecomunicações.
O morador descreveu um cenário de fumaça, poeira e gritos. De acordo com seu relato, pessoas deixavam o local uma a uma, e algumas tinham o rosto coberto de sangue.
As imagens registradas na sexta-feira mostraram danos materiais na cidade. O material citado, porém, não informou número de vítimas, nem detalhou a extensão dos ferimentos entre os participantes do casamento.
Análise aponta possível projétil americano
Especialistas em armamentos analisaram vídeos e imagens verificados pela Reuters na quinta-feira (3). A avaliação indicou que a explosão na festa pode ter sido provocada pelo impacto de um projétil dos Estados Unidos.
Três desses especialistas consideraram mais provável que a arma fosse americana do que um míssil de defesa aérea iraniano que tivesse saído de sua rota. Ainda assim, a conclusão apresentada se baseia na análise de imagens e não equivale a uma atribuição oficial dos Estados Unidos.
Um dos especialistas levantou a hipótese de que a arma tenha errado o alvo. O material disponível não especifica qual seria esse alvo, e tampouco apresenta uma conclusão pública das autoridades americanas sobre a origem do projétil.
Autoridade iraniana atribui destroços aos EUA
O chefe do Judiciário de Hormozgan disse à WANA que fragmentos encontrados no local pertenciam às Forças Armadas dos Estados Unidos. A declaração reforça a acusação iraniana sobre a origem do ataque.
Por outro lado, Washington não reconheceu ter realizado a ação. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou a repórteres na quinta-feira que o país apurava o que ocorreu.
Assim, a responsabilidade pelo episódio permanece sem confirmação oficial americana. As informações disponíveis reúnem relatos de moradores, avaliação técnica mencionada pela Reuters e a posição de uma autoridade judicial iraniana.
Episódio ocorre após ataque a escola
A explosão em Kuhestak aconteceu cerca de seis meses depois de outro episódio envolvendo um míssil que destruiu uma escola de ensino fundamental. Segundo autoridades iranianas, aquele ataque matou mais de 175 crianças e professores.
O material fornecido não estabelece ligação operacional entre os dois casos. Ainda assim, a referência mostra que o novo incidente ocorre em meio a acusações iranianas sobre ataques que atingem áreas civis.
No caso do casamento, ainda faltam informações públicas sobre vítimas, identificação do armamento e a conclusão da investigação anunciada pelos Estados Unidos. Esses pontos serão determinantes para esclarecer a responsabilidade pelo ataque.


