Balança comercial registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto

Saldo mensal foi o maior para agosto em três anos, segundo o MDIC. No acumulado de 2026 até o mês, resultado positivo chegou a US$ 55,3 bilhões.

Da
Redação
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A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 7,4 bilhões em agosto, segundo o MDIC.
Resumo
  • Saldo comercial de agosto atingiu US$ 7,4 bilhões, o maior para o mês em três anos.
  • Superávit acumulado de janeiro a agosto somou US$ 55,3 bilhões.
  • Exportações cresceram 10,3% pela média diária, ante alta de 6,1% das importações.
  • Comércio bilateral com os Estados Unidos teve déficit brasileiro de US$ 824 milhões em agosto.
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O superávit da balança comercial brasileira chegou a US$ 7,4 bilhões em agosto, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 4 de setembro. O resultado foi o maior para o mês em três anos.

De janeiro a agosto de 2026, o país acumulou saldo positivo de US$ 55,3 bilhões. O valor ficou 28,2% acima dos US$ 43,2 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025.

Superávit da balança comercial alcança US$ 7,4 bilhões

O resultado de agosto representa a diferença entre as exportações e as importações brasileiras de bens no mês. Há superávit quando as vendas ao exterior superam as compras realizadas fora do país.

Segundo o MDIC, o saldo de US$ 7,4 bilhões foi o maior obtido pelo Brasil em um mês de agosto nos últimos três anos. Os dados divulgados, porém, não informam os valores totais das exportações e das importações do mês.

Por isso, os números disponíveis permitem dimensionar o saldo mensal, mas não apontam quais produtos responderam pelo desempenho de agosto. Também não há, nos dados citados, detalhamento setorial para explicar a composição do resultado.

Acumulado até agosto sobe 28,2%

Nos oito primeiros meses de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões. No mesmo período de 2025, o saldo positivo havia alcançado US$ 43,2 bilhões.

A comparação indica alta de 28,2% no resultado acumulado. Dessa forma, o saldo comercial ampliou-se em relação aos oito primeiros meses do ano anterior.

As exportações somaram US$ 250,85 bilhões entre janeiro e agosto. Pela média diária, as vendas externas cresceram 10,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

Já as importações totalizaram US$ 195,53 bilhões no acumulado. Na mesma base de média diária, as compras externas avançaram 6,1%, em ritmo inferior ao das exportações.

Ritmos de comércio ampliam o saldo

O avanço das exportações acima do crescimento das importações acompanha a expansão do superávit acumulado. Enquanto as vendas externas aumentaram 10,3% pela média diária, as compras cresceram 6,1% nessa comparação.

O saldo comercial, no entanto, trata exclusivamente das trocas de bens entre o Brasil e outros países. Portanto, ele não corresponde ao resultado total das transações externas brasileiras, que também envolvem outros componentes das contas externas.

Além disso, um superávit brasileiro no conjunto do comércio exterior não significa saldo positivo com todos os parceiros. Os dados de agosto mostram, por exemplo, resultado deficitário na relação bilateral com os Estados Unidos.

Comércio com os EUA termina deficitário

O Brasil registrou déficit de US$ 824 milhões no comércio com os Estados Unidos em agosto, de acordo com o MDIC. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,19 bilhões.

Esse valor representou alta de 12,1% nas vendas ao país. Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos americanos atingiram US$ 4,01 bilhões, com crescimento de 1,1%.

Como as compras superaram as vendas, a relação bilateral fechou o mês com resultado negativo para o Brasil. Entre janeiro e agosto, o déficit brasileiro com os Estados Unidos totalizou US$ 3,21 bilhões.

Já as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto e somaram US$ 5,8 bilhões. O MDIC apontou o bloco entre os principais destinos das vendas externas no mês; o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, disse que o acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio, pode ter contribuído para esse avanço.

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