O parlamentar federal Zenyazen Escobar, do partido governista Morena, foi encontrado morto dentro de seu carro, com ao menos um ferimento de bala, no estado de Veracruz, no leste do México. A procuradora-geral estadual, Lisbeth Jimenez, afirmou que o caso está sob investigação, sem detalhar possíveis circunstâncias ou motivação.
Investigação apura morte em Veracruz
Escobar representava Veracruz na Câmara dos Deputados do México. O estado costeiro abriga complexos petrolíferos e figura entre as regiões que registraram casos recentes de violência político-criminal, conforme dados citados pela organização Data Civica.
Jimenez declarou a jornalistas que o inquérito está em elaboração. Até o momento das informações disponíveis, a procuradoria não havia indicado suspeitos, linha de investigação ou hipótese para o crime.
O secretário-geral de Veracruz, Ricardo Ahued, disse que o veículo do parlamentar não apresentava sinais de violência. A informação foi divulgada enquanto as autoridades estaduais iniciavam a apuração sobre a morte.
Câmara pede apuração minuciosa
A Câmara dos Deputados do México manifestou condolências aos familiares e amigos de Escobar. Além disso, a instituição pediu que as autoridades judiciais façam uma investigação minuciosa dos fatos.
A manifestação do Legislativo não trouxe novos elementos sobre o caso. Dessa forma, a confirmação das circunstâncias da morte depende do avanço do inquérito conduzido no estado de Veracruz.
O material disponível não informa se Escobar havia relatado ameaças anteriores nem se havia medidas de proteção relacionadas ao mandato. Também não há indicação pública de uma possível relação entre o crime e a atividade política do parlamentar.
Eleições ampliam atenção à violência
A morte ocorreu em um período de preparação para eleições destinadas a renovar cargos de prefeito, legislativo estadual, câmara municipal e governador. Segundo as informações divulgadas, a votação estava marcada para 6 de junho.
Em disputas eleitorais anteriores, diferentes regiões mexicanas registraram episódios ligados a grupos criminosos que tentam cooptar atores políticos e reforçar controle territorial. No entanto, as informações disponíveis não estabelecem vínculo entre esse contexto e a morte de Escobar.
O Instituto Nacional Eleitoral do México, o INE, já apontou o crime organizado como uma das preocupações mais graves para os processos democráticos. Segundo o órgão, decisões judiciais registraram casos de pessoas armadas tentando intimidar ou coagir eleitores, além de roubos e incêndios de materiais eleitorais.
Dados registram crimes políticos no país
A organização de direitos humanos Data Civica registrou ao menos 30 ocorrências de violência político-criminal em 11 estados mexicanos apenas em julho, de acordo com os dados citados no material. Desse total, 14 casos foram homicídios.
Zacatecas concentrou 10 registros. Michoacán e Quintana Roo tiveram quatro ocorrências cada, enquanto Oaxaca somou três; Baja California e Veracruz, por sua vez, registraram dois casos cada.
A Data Civica inclui nessa categoria ameaças, assassinatos, ataques armados, tentativas de homicídio, desaparecimentos e sequestros. Os números oferecem um retrato do ambiente de risco relatado antes do processo eleitoral, mas não substituem a investigação específica sobre a morte do parlamentar do Morena.


