A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (16) indica que 96% dos eleitores brasileiros afirmam que pretendem comparecer às urnas no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Apenas 1% afirma que não pretende votar, enquanto 3% ainda não decidiram se irão ao local de votação.
O levantamento foi realizado em 13 e 14 de outubro, com entrevistas presenciais de 2.520 eleitores em 153 municípios. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os resultados representam respostas dadas durante a coleta, não um registro antecipado de comparecimento.
Comparecimento declarado chega a 96%
A ampla disposição declarada para participar da votação não significa que a abstenção de fato ficará restrita a 1%. Imprevistos, dificuldades de deslocamento e decisões de última hora podem impedir o comparecimento de pessoas que hoje afirmam que irão votar.
O percentual de 3% de indecisos se refere especificamente à pergunta sobre comparecer às urnas. Ele não deve ser confundido com o grupo de eleitores que ainda não escolheu um candidato para presidente, pois os indicadores abordam comportamentos diferentes.
Veja os números do Datafolha
No recorte geral, a intenção de comparecimento atinge quase a totalidade dos entrevistados. A distribuição das respostas é apresentada abaixo, com percentuais referentes ao conjunto da amostra da pesquisa.
| Veja os números da pesquisa | |
|---|---|
| Resposta sobre o 2º turno | Percentual |
| Pretende comparecer | 96% |
| Não pretende comparecer | 1% |
| Ainda não decidiu | 3% |
Os percentuais de intenção de comparecimento somam 100% considerando as três respostas informadas. Eles não representam votos válidos, nem medem o apoio a qualquer uma das candidaturas que disputam o segundo turno.
Entre eleitores que pretendem votar em Lula (PT), 98% dizem que irão às urnas e 2% ainda não decidiram se irão. O mesmo resultado, de 98% e 2%, foi registrado entre os que declaram preferência por Flávio Bolsonaro (PL).
Já no grupo que manifesta intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos dois candidatos, a disposição é menor: 63% pretendem comparecer, 23% afirmam que não irão e 13% estão indecisos. A soma de 99% neste recorte decorre de arredondamentos dos resultados publicados.
Primeiro turno teve abstenção elevada
No primeiro turno das eleições de 2026, a abstenção superou 21% do eleitorado brasileiro, segundo os resultados oficiais citados na cobertura do pleito. Mais de 33 milhões de pessoas habilitadas não compareceram às seções eleitorais na votação anterior.
A comparação entre esse resultado e a intenção de comparecimento de 96% no segundo turno exige cautela. Um percentual mede ausências efetivamente registradas pela Justiça Eleitoral, enquanto o outro retrata a resposta dada por entrevistados a uma pesquisa feita antes da votação.
A presença nas urnas pode variar entre turnos conforme o interesse pela disputa, condições climáticas, deslocamentos e outros fatores. A pesquisa não permite determinar quantos eleitores estarão ausentes em 25 de outubro nem atribuir possíveis variações de comparecimento a um candidato específico.
O que a pesquisa não mede
O Datafolha perguntou aos entrevistados se pretendem ir votar, independentemente do nome que escolherão na urna eletrônica. Comparecer também não significa obrigatoriamente votar em um dos candidatos: o eleitor pode registrar voto branco ou nulo.
Os recortes por preferência eleitoral ajudam a identificar diferenças de comportamento entre segmentos de entrevistados, mas não são uma previsão do resultado da eleição. A margem de erro geral de dois pontos percentuais não deve ser automaticamente aplicada a cada subgrupo, que possui quantidade menor de respostas.
A votação do segundo turno está marcada para domingo, 25 de outubro. O índice real de comparecimento e a abstenção só poderão ser conhecidos após a contabilização dos dados oficiais da Justiça Eleitoral.
Os números da pesquisa se referem à população entrevistada em 13 e 14 de outubro. Até o dia da votação, decisões individuais ainda podem mudar, razão pela qual a pesquisa deve ser interpretada como retrato de um período específico.
