O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu os alagamentos registrados na capital ao volume excepcional de chuva que atingiu a cidade na quarta-feira, 14 de outubro. Entre as áreas afetadas estavam o túnel do Anhangabaú, na região central, e trechos da avenida 23 de Maio. A administração municipal acionou equipamentos de drenagem durante a tempestade.
Nunes afirmou que o túnel do Anhangabaú recebe águas de cinco rios subterrâneos que convergem naquela região. Segundo ele, a intensidade da precipitação superou a capacidade momentânea de escoamento, exigindo o uso de bombas fixas e emergenciais para retirar a água acumulada.
Prefeito explica alagamentos na capital
A prefeitura informou que a drenagem do túnel foi concluída em menos de uma hora. A explicação apresentada pelo prefeito se refere à intensidade da chuva e às características da rede de drenagem, mas não dispensa avaliação das condições de manutenção e da infraestrutura urbana.
O episódio também comprometeu a circulação de veículos, afetou deslocamentos em vias movimentadas e expôs pontos vulneráveis do sistema viário da capital. O município monitora as áreas em que a água se acumula rapidamente durante temporais intensos.
Temporal teve alertas e vítima fatal
A Defesa Civil disparou 45 alertas de risco e três alertas severos para celulares durante a chuva. As mensagens procuraram advertir moradores sobre alagamentos e outros perigos relacionados ao temporal em diferentes regiões da cidade.
Na Vila Clementino, zona sul, o acumulado chegou a 73 milímetros em 24 horas, segundo os dados divulgados. A precipitação em um único dia correspondeu a cerca de 40% do volume esperado para todo o mês de outubro na capital.
Um deslizamento na Brasilândia, zona norte, provocou a morte de uma mulher. O caso evidencia que os impactos da chuva foram além dos transtornos no trânsito, incluindo risco à vida em áreas de encosta.
Drenagem e rios canalizados
A região central de São Paulo reúne cursos de água canalizados e estruturas subterrâneas construídas ao longo da urbanização. Durante eventos de chuva concentrada, a entrada simultânea de grandes volumes de água pressiona galerias, bombas e sistemas de saída.
O funcionamento desses equipamentos não elimina o risco de alagamento caso a vazão recebida ultrapasse a capacidade disponível em determinado intervalo. Para avaliar um evento específico, é necessário considerar a distribuição da chuva, o estado dos dispositivos e as condições de rios e córregos.
A concentração de águas no túnel do Anhangabaú explica por que uma área central pode ser atingida mesmo sem haver rio exposto na superfície. Nos trechos viários rebaixados, a elevação rápida da lâmina de água pode bloquear a passagem de automóveis.
Como agir durante novas chuvas
Em caso de chuva forte, motoristas devem evitar vias alagadas e não tentar atravessar água cuja profundidade não possa ser avaliada. A correnteza e a presença de buracos ou obstáculos submersos aumentam o risco de acidentes e danos ao veículo.
Moradores de áreas sujeitas a deslizamentos precisam observar sinais como rachaduras no terreno, árvores inclinadas e movimentação de muros. Havendo risco imediato, a orientação é procurar um local seguro e acionar os serviços de emergência.
Os avisos da Defesa Civil são enviados conforme a avaliação de risco para cada área. A cidade também dispõe de monitoramento de chuva e pontos de alagamento por órgãos municipais, que informam mudanças nas condições de tráfego e nas ocorrências do temporal.
