O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou a votação de brasileiros no exterior em praças importantes como Milão, na Itália, China continental e Berlim, na Alemanha, durante o primeiro turno da eleição presidencial realizado neste domingo (4). O senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupou a segunda colocação em todas essas regiões, de acordo com os boletins de urna apurados nos locais de votação.
No exterior, cabe ressaltar que os eleitores brasileiros participam exclusivamente da escolha para o cargo de presidente da República. A votação ocorreu de forma organizada em diversas representações diplomáticas e consulados ao redor do mundo, registrando movimentação expressiva de cidadãos residentes fora do país.
Lula lidera votação em Milão
Em Milão, reconhecido como o maior colégio eleitoral de brasileiros na Itália, o atual presidente obteve 50,16% dos votos válidos, totalizando uma parcela expressiva das 7.163 urnas válidas computadas no local. Há quatro anos, o petista já havia liderado na mesma praça com um patamar semelhante de preferência, consolidando sua base na região.
O senador Flávio Bolsonaro ficou na segunda posição no colégio eleitoral italiano, alcançando 40,6% dos votos válidos. Em terceiro lugar na disputa local apareceu Augusto Cury (Avante), que registrou 3,28% dos votos. A votação em Milão registrou um incremento de quase mil eleitores em comparação ao primeiro pleito presidencial anterior.
O espaço italiano contou com milhares de eleitores aptos a participar do pleito ao longo do dia. A organização do processo transcorreu sem maiores transtornos, refletindo o engajamento da comunidade brasileira residente no território europeu.
Presidente supera rival na China
Na China continental, que abrangeu as seções de Cantão, Pequim e Xangai, o presidente Lula obteve 62% dos votos válidos, acumulando 268 sufrágios do total registrado nas urnas locais até o encerramento da votação no horário asiático. O candidato Flávio Bolsonaro terminou o dia com 98 votos, alcançando cerca de 23% do total válido na região.
O processo na China contou com a participação de 432 votantes, em um universo de 1.500 eleitores aptos distribuídos pelas três representações. O índice de abstenção verificado no país asiático atingiu a marca de 71% entre os cidadãos cadastrados.
Apesar da abstenção elevada, a votação transcorreu dentro da normalidade operacional prevista para as seções diplomáticas. Os dados foram compilados diretamente a partir dos boletins afixados após o fechamento oficial das urnas.
Petista conquista maioria em Berlim
Na capital da Alemanha, a votação realizada nas 14 urnas instaladas na Embaixada do Brasil em Berlim — que também congregou a seção de Hamburgo — apresentou ampla vantagem para o candidato petista. Do total de 6.099 votos válidos depositados, Lula alcançou 5.068 sufrágios, o equivalente a 83,01%.
O senador Flávio Bolsonaro ficou na segunda colocação em território alemão, registrando 592 votos, o que representou 9,7% do total apurado. O resultado foi acompanhado por grupos de brasileiros que aguardavam a divulgação dos boletins oficiais afixados nas dependências da representação diplomática.
O ambiente em frente à embaixada alemã teve características de confraternização, com a presença de ambulantes e manifestações culturais. Segundo o embaixador Rodrigo Baena Soares, a votação transcorreu com tranquilidade e sem registro de ocorrências graves ao longo do dia.
Tribunal acompanha consolidação geral
Com o encerramento da votação no exterior e nos estados brasileiros, os dados parciais seguem em processo de totalização geral sob a supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A apuração oficial consolidará o panorama completo da disputa presidencial em todas as zonas eleitorais do país e do exterior.
Caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta dos votos válidos na totalização geral nacional, um eventual segundo turno da eleição presidencial já está oficialmente marcado para o dia 25 de outubro de 2026. Os eleitores no exterior deverão retornar às urnas na mesma data, caso a disputa prossiga.
As campanhas e os partidos políticos agora voltam suas atenções para a consolidação das alianças e estratégias voltadas à próxima fase do pleito. A movimentação diplomática e consular também se prepara para a logística do escrutínio subsequente.


