Piloto esfaqueado e queda de 14 mil pés: Israel vê atentado

Governo israelense trata incidente com 180 passageiros em voo desviado para a Arábia Saudita como tentativa de ataque terrorista

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
Aeronave comercial que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv precisou ser desviada após incidente na cabine de comando.
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

O governo de Israel avalia que o incidente ocorrido em um voo comercial que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv foi uma tentativa de ataque terrorista. A aeronave, um Boeing 737 da companhia Flydubai que transportava cerca de 180 passageiros, foi desviada para a Arábia Saudita após emitir sinais de emergência durante o trajeto que sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia.

Dados de rastreamento do Flightradar24 indicam que a aeronave perdeu quase 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos antes do primeiro alerta. O avião pousou em segurança no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde os pilotos envolvidos receberam atendimento médico e foram hospitalizados imediatamente após o pouso forçado.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, classificou o episódio de forma dura em declaração pública divulgada nesta quarta-feira (30). O ministro afirmou que a ação criminosa buscava derrubar a aeronave comercial e assassinar dezenas de cidadãos israelenses que viajavam a bordo do voo comercial regular.

Confronto na cabine e queda

Segundo informações preliminares divulgadas por agências internacionais de notícias e autoridades israelenses, o incidente teve início após um violento confronto físico na cabine de comando. Relatos indicam que um dos pilotos teria esfaqueado o comandante antes de a tripulação conseguir conter a situação e retomar o controle da aeronave.

Passageiros a bordo relataram cenas de pânico durante o voo, mencionando gritos e marcas de sangue pelo interior da aeronave comercial. Autoridades locais confirmaram que os dois pilotos sofreram ferimentos e precisaram de hospitalização logo após a aterrissagem em território saudita.

A companhia aérea Flydubai limitou-se a informar que a aeronave enfrentou um incidente a bordo, sendo obrigada a alterar a rota planejada inicialmente. A empresa garantiu que todos os passageiros foram localizados e estão em segurança no aeroporto de Tabuk.

Repercussão e crise política

O episódio desencadeou reuniões emergenciais de segurança nacional em Israel, país que não mantém relações diplomáticas oficiais com a Arábia Saudita. O gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu informou que a situação permanece sob controle e que medidas estão sendo tomadas para repatriar os cidadãos.

Diante da gravidade da crise diplomática e de segurança, o premiê israelense cancelou os compromissos oficiais previstos em sua agenda para acompanhar o desenrolar das investigações. Autoridades de segurança continuam analisando os antecedentes e a motivação exata por trás da agressão na cabine.

O caso ocorre em um momento de sensibilidade geopolítica na região, poucos dias após visitas oficiais e acordos de cooperação entre Israel e países do Golfo. As investigações continuam em cooperação com as autoridades locais para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

Relatos e versões conflitantes

A imprensa internacional e veículos locais registraram divergências iniciais sobre a identidade e a nacionalidade dos pilotos envolvidos no confronto aéreo. Alguns relatórios sugeriram cidadanias de países do Oriente Médio, enquanto outras fontes apontaram nacionalidades europeias, sem confirmação oficial definitiva até o momento.

Investigadores também avaliaram inicialmente a hipótese de problemas de saúde mental, mas a linha principal de investigação do governo israelense aponta para uma ação deliberada de natureza extremista. A falta de um pronunciamento oficial detalhado por parte do governo saudita mantém pontos de interrogação sobre o andamento das apurações locais.

Testemunhas oculares e familiares de passageiros continuam relatando momentos de extrema tensão durante a queda abrupta de altitude. A aeronave comercial permanece retida em solo para perícia técnica detalhada pelas autoridades aeronáuticas da região.

Ações de repatriação em curso

O governo de Israel organizou equipes de apoio consular para prestar assistência aos passageiros afetados pelo desvio de rota forçado. A prioridade estabelecida pelo gabinete de crise é garantir o retorno seguro dos cidadãos israelenses para Tel Aviv nas próximas horas.

Enquanto os trâmites diplomáticos avançam entre os países envolvidos, a companhia aérea avalia os danos sofridos pela aeronave e os procedimentos necessários para a liberação do Boeing 737. O episódio já é considerado um dos casos mais graves de interferência em voos comerciais na região nos últimos anos.

As autoridades aeronáuticas internacionais acompanham os desdobramentos técnicos da investigação sobre os sinais de emergência emitidos durante o trajeto. Novos relatórios oficiais devem esclarecer as falhas de segurança que permitiram o acesso violento à cabine de comando.

WhatsAppFacebook
Share This Article