O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno com 45,3% das intenções de voto, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (29). A menos de uma semana para o pleito, o levantamento aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na segunda colocação, registrando 42,2% da preferência do eleitorado. Os números reforçam o clima de acirramento na reta final da campanha, em um momento em que as agendas dos principais candidatos se intensificam em busca dos votos restantes.
Na comparação com a rodada anterior do instituto, realizada em 22 de setembro, tanto o atual chefe do Executivo quanto o candidato do PL oscilaram negativamente dentro da margem de erro. Na ocasião anterior, Lula aparecia com 45,8%, enquanto Flávio somava 43,4%. A margem de erro da pesquisa atual é de um ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, abrangendo 5.005 entrevistas coletadas por recrutamento digital aleatório entre os dias 23 e 28 de setembro, registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04391/2026.
Candidatos disputam posições secundárias
Atrás dos dois principais colocados, a disputa pelo terceiro lugar no primeiro turno é liderada pelo candidato Renan Santos (Missão), que pontua com 5,2% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Augusto Cury (Avante), com 2%, e o governador Ronaldo Caiado (PSD), que registra 1,8% da preferência do eleitorado nacional.
Os demais concorrentes somam marcas inferiores a 1% na pesquisa divulgada. Romeu Zema (Novo) pontuou 0,9%, Samara Martins (UP) marcou 0,4%, e Rui Costa Pimenta (PCO) registrou 0,1%. Já os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias e Veterinário Wilson Grassi não pontuaram no levantamento. O grupo de eleitores que declarou voto em branco ou nulo somou 0,9%, enquanto os indecisos representam 1,2%.
A divulgação de novos dados ocorre simultaneamente a outras pesquisas de opinião publicadas na mesma semana, o que amplia a movimentação das campanhas políticas. Analistas apontam que a proximidade da votação eleva a pressão sobre os postulantes ao cargo para consolidar suas bases e atrair o eleitorado ainda indeciso antes do comparecimento às urnas.
Cenários testam segundo turno
Em um eventual segundo turno entre os dois líderes da corrida presidencial, o levantamento da Atlas/Bloomberg aponta um cenário de empate técnico absoluto. Flávio Bolsonaro aparece numericamente com 47,7% das intenções de voto, contra 47,6% de Luiz Inácio Lula da Silva, com um contingente de 4,8% de eleitores que declararam votos brancos, nulos ou indecisos.
A pesquisa também testou simulações de segundo turno de Lula contra os demais concorrentes da disputa. De acordo com o instituto, o atual presidente venceria todos os adversários em eventuais confrontos diretos, marcando 45,9% a 43,4% contra Ronaldo Caiado; 47,4% a 41,2% contra Romeu Zema; 46,2% a 36,1% em relação a Augusto Cury; e 46,4% a 28,9% no embate com Renan Santos.
Esses cruzamentos demonstram a capilaridade dos principais nomes da disputa, embora o foco central do debate político recaia sobre a polarização entre o atual mandatário e o candidato do Partido Liberal. Os dados oferecem um panorama das alianças e da resistência eleitoral de cada grupo partidário na véspera da votação definitiva.
Campanha aciona tribunais eleitorais
Paralelamente à divulgação dos índices de intenção de voto, o ambiente político é marcado por intensa movimentação nos tribunais eleitorais. A campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, formulando acusações de suposto abuso de poder político e econômico.
A representação jurídica sustenta que canais e estruturas oficiais vinculados ao Ministério da Cultura teriam sido empregados de maneira indevida para favorecer a campanha de reeleição da chapa governista. As denúncias de infrações à legislação eleitoral costumam se intensificar nos últimos dias que antecedem o pleito, refletindo a disputa acirrada pelo controle da narrativa pública.
A defesa dos representados e os órgãos competentes acompanham os desdobramentos dessas ações na Justiça Eleitoral. Enquanto isso, as equipes de campanha ajustam as estratégias de comunicação e os discursos públicos para tentar neutralizar os impactos das denúncias e conquistar o apoio dos eleitores nos momentos derradeiros da campanha.
Metodologia detalha coleta digital
A realização do levantamento estatístico seguiu critérios metodológicos rigorosos baseados na coleta de dados por meio da internet. A Atlas utilizou um modelo de recrutamento digital aleatório, alcançando a marca de 5.005 entrevistados distribuidos pelo país, contemplando cidadãos com 16 anos de idade ou mais.
O financiamento da pesquisa foi realizado integralmente com recursos próprios do instituto, dispensando aportes externos de partidos políticos ou coligações. O registro oficial junto ao Tribunal Superior Eleitoral garante a conformidade com as exigências legais da Justiça Eleitoral brasileira para a divulgação de dados públicos de intenção de voto.
Com a proximidade do dia da votação, institutos de pesquisa intensificam a divulgação de novos boletins para captar eventuais variações de última hora no comportamento do eleitorado brasileiro. A divulgação dos índices consolidados serve de termômetro definitivo para as avaliações estratégicas das diferentes legendas envolvidas no pleito presidencial.


