Tarcísio cobra união da direita em torno de Flávio Bolsonaro

Governador de São Paulo defendeu estratégia conjunta e foco em candidatura única na largada da corrida presidencial

Da
Redação
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Tarcísio de Freitas defendeu alinhamento estratégico da direita na disputa presidencial de 2026.Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (28) a união das candidaturas do campo conservador em torno de Flávio Bolsonaro (PL) ainda no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. A declaração incluiu menção direta à possibilidade de desistência do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para consolidar o bloco.

A manifestação ocorreu durante o anúncio oficial da retirada da candidatura de Ricardo Salles (Novo) ao Senado por São Paulo. Salles declarou apoio aos nomes de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), ambos integrantes da base aliada do governo paulista, sinalizando um movimento de realinhamento regional que os aliados pretendem expandir para o cenário nacional.

União no primeiro turno

Ao justificar a articulação política em solo paulista, Tarcísio afirmou publicamente que o objetivo central do grupo é concentrar forças antes mesmo da etapa final do pleito presidencial. O governador destacou que o campo conservador ganha musculatura quando reduz divisões internas e foca em uma única via competitiva contra os adversários históricos.

Apesar de reconhecer a autonomia das legendas e das lideranças que mantêm candidaturas próprias, o chefe do Executivo paulista reforçou a expectativa de um entendimento amplo. A estratégia busca evitar a dispersão de votos em um momento considerado decisivo pelas cúpulas partidárias envolvidas na negociação.

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (28) aponta o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 37%. O mesmo levantamento registrou Romeu Zema com 1% da preferência do eleitorado na disputa presidencial.

Posição de Ricardo Salles

Durante o evento, Ricardo Salles comentou o cenário do partido Novo e admitiu dar respaldo a uma eventual decisão de Romeu Zema de retirar a postulação ao Palácio do Planalto. Salles ressaltou que mantém o apoio formal enquanto a candidatura de Zema estiver oficializada pelas instâncias partidárias, mas ponderou sobre os fatores práticos da corrida.

O ex-ministro apontou que existem critérios objetivos e matemáticos que pesam sobre a viabilidade das chapas na reta inicial. Nos bastidores, dirigentes avaliam que o baixo desempenho nas pesquisas recentes intensifica a pressão por composições pragmáticas capazes de fortalecer o bloco oposicionista.

Integrantes do partido Novo já começaram a receber aval interno para declarar voto individual em Flávio Bolsonaro ainda na primeira etapa da votação. Zema, por sua vez, mantém formalmente sua candidatura, mas já indicou apoio ao nome do PL em um eventual segundo turno contra o atual chefe do Executivo federal.

Articulação e palanque

A movimentação em torno de Flávio Bolsonaro reflete a tentativa de consolidar um palanque forte nos principais estados do país. Líderes partidários avaliam que a união de forças é o único caminho viável para contrapor a máquina governista e garantir competitividade real nas urnas.

Analistas políticos apontam que a definição das alianças regionais em São Paulo e Minas Gerais dará o tom das negociações nas próximas semanas. A pressão por desistências estratégicas deve se intensificar à medida que novos levantamentos de opinião pública meçam o impacto da polarização nacional.

O levantamento da Nexus/BTG ouviu 2.000 eleitores entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.

Cenário e pesquisas

O quadro eleitoral divulgado pelos institutos reforça o argumento de unificação defendido por aliados do Palácio dos Bandeirantes. Com a polarização consolidada entre as principais forças políticas, cada ponto percentual ganha peso estratégico na largada da corrida presidencial.

As conversas entre lideranças estaduais e nacionais devem prosseguir nos próximos dias para tentar atrair siglas nanicas e médias para a aliança principal. A expectativa é que novos anúncios de apoio ocorram após reuniões das executivas partidárias em Brasília.

A disputa pelo controle de palanques regionais decisivos continua sendo o principal fator de pressão sobre os candidatos nanicos que registram menor tração nas sondagens de intenção de voto.

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