Barragem no RS: empresa afasta risco de rompimento após alerta vermelho

Nível do reservatório caiu cerca de um metro, permitindo o avanço de reparos técnicos na estrutura em São Marcos, mas moradores seguem evacuados

Da
Redação
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Estruturas de contenção e reservatórios na Serra Gaúcha passaram por vistorias rigorosas após o acúmulo de chuvas na região.
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A Corsan informou nesta sexta-feira (25) que a Barragem Arroio São Luiz, localizada em São Marcos, no Rio Grande do Sul, entrou em uma zona de maior segurança e não corre risco iminente de rompimento. A declaração ocorre dois dias após a Defesa Civil estadual disparar um alerta vermelho devido à identificação de trincas e vazamentos na estrutura decorrentes das fortes chuvas na Serra Gaúcha.

Apesar da avaliação técnica favorável e da queda na pressão sobre o reservatório, a companhia e os órgãos de segurança mantêm o monitoramento preventivo. Cerca de 170 moradores de áreas de risco continuam fora de residências, abrigados com familiares ou em locais custeados pela empresa, sem liberação oficial para retorno até novas avaliações conjuntas.

Nível da água cai

O nível do reservatório registrou uma queda de aproximadamente um metro em comparação com as medições do fim de semana anterior. Segundo os dados técnicos divulgados pela companhia responsável, a lâmina de água passou de 4,65 metros para patamares inferiores, aliviando de forma significativa a pressão acumulada sobre a barragem gaúcha.

Essa diminuição no volume foi apontada pelos engenheiros como um fator determinante para ampliar a margem de segurança operacional da estrutura. Com a redução da carga líquida, as equipes técnicas conseguiram planejar e iniciar intervenções mais diretas na área afetada pelas fortes precipitações recentes na região serrana.

As medições continuam sendo atualizadas de forma contínua para acompanhar o comportamento do reservatório diante de qualquer variação climática. A oscilação positiva no volume de contenção permite que os técnicos avaliem com maior precisão a estabilidade das paredes da barragem ao longo dos dias.

Mergulhadores vedam trincas

Com a melhoria nas condições de segurança proporcionada pelo recuo da água, equipes de mergulhadores especializados foram mobilizadas para atuar diretamente nas fissuras identificadas. Os profissionais iniciaram o preenchimento das trincas na estrutura utilizando materiais isolantes adequados para conter possíveis infiltrações na parede do reservatório.

Em paralelo ao trabalho subaquático, um conjunto de seis equipamentos de grande porte foi instalado para retirar água do reservatório de forma contínua. Essa operação de bombeamento direciona o excedente líquido diretamente para o Rio Jaguari a uma vazão estimada em cerca de 3,2 milhões de litros por hora.

A mobilização desses recursos mecânicos e humanos visa garantir que a estrutura permaneça sob controle rigoroso enquanto os reparos estruturais avançam. A companhia reforçou que as bombas seguem operando ininterruptamente para assegurar a manutenção dos níveis de segurança estabelecidos no plano de contingência.

Moradores seguem evacuados

Apesar do cenário mais estável e da ausência de risco imediato de colapso, a Defesa Civil e a empresa decidiram manter a evacuação preventiva na zona de autossalvamento. Cerca de 170 moradores que deixaram suas residências no início do alerta continuam alojados em locais seguros, sem previsão de retorno imediato para as moradias.

O protocolo oficial estabelece que qualquer liberação para o retorno da população depende de avaliações conjuntas envolvendo a prefeitura local, os órgãos estaduais de proteção e a equipe técnica da Corsan. Os resultados das vistorias em andamento ainda precisam ser compartilhados formalmente antes de qualquer alteração no status de evacuação.

A medida cautelar visa resguardar a integridade das famílias enquanto o monitoramento permanece ativo na região. As autoridades locais destacam que a precaução é necessária em função da previsão de novas instabilidades climáticas e chuvas na Serra Gaúcha.

Meteorologia mantém alerta

O monitoramento da barragem permanece em nível de atenção redobrada devido aos boletins meteorológicos que indicam a possibilidade de novas precipitações na região. A Corsan destacou que, mesmo com os reparos em andamento, o sistema continuará sob vigilância constante para evitar qualquer surpresa operacional decorrente do clima.

As equipes técnicas seguem mobilizadas no local com plantões permanentes para acompanhar o comportamento das encostas e do próprio reservatório. Qualquer alteração brusca no volume de água acumulado poderá acionar novos protocolos de segurança previstos no plano de ação integrado.

As autoridades reforçam que a população deve respeitar as sinalizações e as orientações repassadas pelos órgãos de defesa civil até que a situação esteja totalmente normalizada. O comitê de crise segue reunido periodicamente para avaliar os relatórios diários de estabilidade da estrutura.

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