O Brasil e o México lideram de forma conjunta o ranking das marcas mais valiosas da América Latina em 2026, respondendo por cerca de 79% de todo o valor acumulado na lista divulgada pela consultoria Brand Finance. O mercado brasileiro aparece representado por 43 marcas avaliadas em US$ 74,7 bilhões, enquanto o vizinho norte-americano conta com 31 marcas que somam US$ 73,3 bilhões.
No topo da listagem geral, a cerveja Corona Extra manteve-se pela terceira vez consecutiva como a marca mais valiosa da região, avaliada em US$ 13,9 bilhões. O levantamento também destacou o desempenho do setor bancário, liderado pelo Itaú, e a forte expansão de companhias de outros segmentos estratégicos em toda a América Latina.
Setor bancário lidera
Entre os setores econômicos analisados pela consultoria, o segmento bancário continua a ser o mais valioso de toda a América Latina. O grupo concentra quase um quarto do valor total da lista por meio de 20 instituições financeiras, com destaque para a forte presença de marcas brasileiras no topo.
O banco Itaú assegurou a segunda colocação geral no ranking e a liderança isolada entre as instituições financeiras da região, com um valor estimado em US$ 9,9 bilhões, após registrar uma alta de 15%. Na sequência, outras marcas tradicionais como Banco do Brasil e Bradesco também figuram entre as dez primeiras posições da listagem geral.
Além disso, o setor de cervejas ocupa a segunda colocação geral em valor regional, impulsionado não apenas pela líder Corona Extra, mas também pela Modelo Especial e pela brasileira Brahma, que se destacou ao registrar um crescimento de 65% em sua avaliação de mercado.
Porto conquista liderança
No quesito de força de marca, medido pelo índice Brand Strength Index (BSI), a brasileira Porto conquistou o primeiro lugar na América Latina em 2026. A empresa atingiu a pontuação de 96,9 em 100 e recebeu o rating AAA+, amparada por um ecossistema diversificado que abrange seguros, saúde, banco e serviços para mais de 18 milhões de clientes.
O Nubank apareceu na segunda posição em força de marca na região, registrando um BSI de 95,2 e o mesmo rating máximo. O banco digital encerrou o ciclo recente com 131 milhões de clientes, consolidando-se como a marca bancária mais forte da América Latina.
A Sadia completou o pódio de força corporativa na terceira colocação, alcançando um BSI de 93,5 e rating AAA+. A marca de alimentos é associada à operação internacional da MBRF Global Foods, que atua comercialmente em mais de 100 países ao redor do globo.
Companhias aéreas avançam
O levantamento da Brand Finance também mapeou o desempenho setorial e identificou que as companhias aéreas registraram o ritmo de expansão mais acelerado na região. O movimento foi sustentado pelo aumento consistente no volume de passageiros transportados e pela ampliação da capacidade das malhas aéreas.
Em contrapartida, o setor de seguros foi apontado como o único grande segmento a registrar recuo no valor combinado, variação atribuída principalmente a mudanças na composição metodológica do ranking, embora marcas individuais do setor tenham apresentado avanço.
No recorte por países, a Argentina contabilizou um crescimento de 14% no valor combinado de suas marcas ranqueadas, alcançando US$ 9,7 bilhões. O desempenho do país vizinho é tracionado pelo Mercado Livre, que ocupa a quarta posição geral no ranking regional.
Adicionalmente, o BTG Pactual destacou-se ao registrar o maior crescimento percentual da região, com alta de 103% no valor de mercado, alcançando US$ 957 milhões e saltando 37 posições na listagem geral.
As dez marcas mais valiosas
Abaixo estão as principais marcas da América Latina em 2026 segundo a avaliação financeira da Brand Finance.
Confira os dados oficiais do ranking regional com as marcas mais valiosas deste ano.
| Veja como fica a classificação | ||
|---|---|---|
| Posição | Marca | Valor |
| 1º | Corona Extra | US$ 13,9 bilhões |
| 2º | Itaú | US$ 9,9 bilhões |
| 3º | Modelo Especial | US$ 8,0 bilhões |
| 4º | MercadoLibre | US$ 6,1 bilhões |
| 5º | Bodega Aurrera | US$ 5,5 bilhões |
| 6º | Claro | US$ 5,0 bilhões |
| 7º | Banco do Brasil | US$ 5,0 bilhões |
| 8º | Bradesco | US$ 4,7 bilhões |
| 9º | Telcel | US$ 4,2 bilhões |
| 10º | Nubank | US$ 4,2 bilhões |


