A pressão interna que colocou o cargo do assessor de Lula na berlinda; confira os detalhes

Swedenberger Barbosa recebeu conselhos para deixar a chefia adjunta da Presidência após mimos de alto valor

Da
Redação
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Palácio do Planalto avalia a situação do assessor Swedenberger Barbosa após revelações sobre presentes de lobista.
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O chefe de gabinete adjunto do presidente Lula, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, foi aconselhado por pessoas do entorno presidencial a pedir demissão do cargo. A recomendação ocorreu após a revelação de que o assessor recebeu presentes de alto valor da lobista Roberta Luchsinger, que é sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Entre os itens listados nas mensagens extraídas do celular da lobista estão um relógio Cartier Tank de ouro avaliado em R$ 66 mil, um quadro do pintor Antonio Veronese comprado por 13 mil euros e uma festa de aniversário em um camarote do estádio Mané Garrincha durante um show de Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Passagem pelo Ministério da Saúde

Na época em que os presentes foram entregues, Swedenberger Barbosa ocupava o cargo de secretário-executivo, atuando como o número dois do Ministério da Saúde durante a gestão da ex-ministra Nísia Trindade. Registros indicam que o assessor e Roberta Luchsinger mantinham proximidade em articulações para a liberação de recursos para estados e municípios na pasta.

Quando as informações sobre a relação e os mimos vieram a público, o Palácio do Planalto optou inicialmente por mantê-lo no cargo para evitar desgastes imediatos. No entanto, a pressão de aliados aumentou diante do volume de detalhes revelados pelas investigações e conversas recuperadas.

Mensagens e mimos revelados

As conversas obtidas do celular da lobista também expõem conexões com a secretária pessoal do presidente Lula, Cláudia Troiano, conhecida como Claudinha. Para ela, Roberta Luchsinger providenciou ingressos para apresentações artísticas, peças de vestuário e um presente fornecido por uma joalheira.

Nos diálogos registrados, Swedenberger aparece agradecendo expressamente pela festa bancada por Roberta e envia uma fotografia do quadro de Antonio Veronese já instalado em sua residência, acompanhada de um emoji de coração. O material detalha a proximidade entre os investigados e o núcleo de assessores do governo.

Negativa oficial do Planalto

Procurado pela reportagem para comentar as revelações, Swedenberger Barbosa manteve silêncio sobre o caso ao longo do dia. O governo federal se posicionou por meio de uma manifestação oficial enviada à imprensa sobre os episódios relatados.

Tanto Berger quanto Claudinha negam ter recebido qualquer presente de Roberta Luchsinger.

Palácio do Planalto

A nota divulgada pela assessoria do Palácio do Planalto sustenta que os dois servidores negam veementemente ter aceitado qualquer tipo de presente por parte da lobista, mesmo diante dos registros fotográficos e de agradecimento encontrados nas mensagens.

Desdobramentos e futuro político

Apesar das negativas formais apresentadas pelo governo, aliados avaliam que a permanência de Swedenberger Barbosa na estrutura do Palácio do Planalto ficou insustentável diante da repercussão dos fatos. O futuro político do assessor permanece incerto nos bastidores de Brasília.

Até o momento, a Presidência da República não confirmou oficialmente se haverá exoneração ou quando uma eventual saída poderá ser oficializada. O episódio segue sob monitoramento de integrantes do alto escalão do governo federal.

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